Mojtaba Khamenei exige fechamento imediato de bases e ameaça ampliar guerra contra EUA e Israel
Em seu primeiro pronunciamento oficial como o novo Líder Supremo da República Islâmica, Mojtaba Khamenei emitiu um alerta contundente aos países vizinhos no Oriente Médio. O clérigo exigiu o fechamento imediato de todas as bases militares e financeiras operadas pelos Estados Unidos na região, afirmando que tais instalações permanecem como alvos legítimos de represálias iranianas.
Khamenei ressaltou que, embora o Irã busque manter relações cordiais com as 15 nações com as quais compartilha fronteiras, a presença estratégica de Washington é vista como uma ameaça direta à soberania nacional e uma “mentira” no que diz respeito à manutenção da paz regional.
Expansão do conflito e controle do Estreito de Ormuz
Diante da escalada das hostilidades com Israel e os Estados Unidos, o novo líder prometeu uma postura de defesa ainda mais agressiva, incluindo a possibilidade de abertura de novas frentes de combate. Entre as medidas estratégicas mencionadas, Khamenei destacou o potencial bloqueio do Estreito de Ormuz — uma das rotas comerciais mais vitais do mundo — como uma ferramenta para atingir os interesses econômicos dos adversários.
Segundo o líder, estudos militares já foram concluídos para implementar ações em áreas onde o inimigo possui pouca experiência operacional, visando maximizar o impacto de futuras contraofensivas.
Alianças estratégicas e a “frente de resistência”
Durante o discurso, Khamenei expressou profunda gratidão aos membros da chamada Frente de Resistência, classificando grupos no Iêmen e no Iraque como os “melhores amigos do Irã”. Ele celebrou a unidade dessas facções no apoio à República Islâmica e na defesa da causa palestina em Gaza, reiterando que essa coalizão é o caminho para o que chamou de “libertação do jugo sionista”.
Para o líder supremo, a cooperação militar desses grupos é um pilar fundamental para enfraquecer o domínio ocidental e fortalecer a autonomia das nações islâmicas frente à pressão internacional.
Juramento de vingança e o perfil da nova liderança
O sucessor de Ali Khamenei foi enfático ao declarar que não haverá renúncia à vingança pelos “mártires” mortos nos recentes bombardeios conjuntos de Israel e EUA, incluindo a perda de seu antecessor. Nascido em 1969 e com uma trajetória forjada nos bastidores da segurança e da teologia, Mojtaba Khamenei assume o poder com laços profundos com a Guarda Revolucionária e a Força Quds.
Sua ascensão ocorre em um momento crítico de guerra aberta, onde ele assegura que a retaliação iraniana está apenas em sua fase inicial e que o país permanecerá “especialmente sensível” ao sangue de seus cidadãos e líderes militares.