Mistério na Patagônia Chilena: câmera científica registra fenômeno aéreo inexplicável
Uma câmera usada para monitorar a vida selvagem na isolada Patagônia chilena capturou um fenômeno luminoso incomum, deixando cientistas e pesquisadores intrigados. O evento ocorreu em 21 de janeiro, quando o dispositivo, parte do projeto Public Baseline da Universidade de Magalhães (UMAG), registrou em apenas dois segundos três fotografias de luzes intensas em movimento descendente.
O biólogo Alejandro Kusch, um dos líderes do projeto, expressou sua perplexidade em um podcast da universidade. “Apareceram umas luzes que não conseguimos explicar,” disse ele, destacando que as imagens foram capturadas longe de qualquer estrada ou área povoada. “Aparentemente, essas luzes, inicialmente distantes, se aproximam e ofuscam a câmera em um movimento que parece descendente.”
O projeto Public Baseline utiliza 65 armadilhas fotográficas para documentar animais, principalmente felinos, e já coletou mais de 365 mil imagens. No entanto, o fenômeno luminoso foi registrado apenas nessas três fotografias. A UMAG compartilhou as imagens com diversas organizações, como a Direção Geral de Aeronáutica Civil do Chile, o Museu de OVNIs de La Serena e especialistas em fenômenos aéreos anômalos.
Múltiplas Hipóteses, Nenhuma Resposta Conclusiva
As teorias para explicar o fenômeno são variadas, indo de um inseto próximo à lente até um plasmoide, uma forma de plasma de curta duração raramente observada na natureza. No entanto, nenhum especialista chegou a uma conclusão definitiva. O que torna este avistamento único, segundo o pesquisador Rodrigo Bravo, também da UMAG, é a sua captura em um contexto científico rigoroso. As armadilhas fotográficas são projetadas para operar sob protocolos rigorosos, o que elimina a possibilidade de fraude ou manipulação.

O fenômeno também ressoa com a tradição local do povo Mapuche, que fala de “luzes ruins” que seriam espíritos nos campos. Essa conexão levanta a possibilidade de que o dispositivo científico tenha capturado algo há muito tempo conhecido na cultura regional.
Outra hipótese sugere que as luzes possam ser fenômenos aéreos não identificados (UAPs). O pesquisador Freddy Alexis, especialista em OVNIs, analisou as imagens e sugeriu que o fenômeno pode ser um plasmoide, mas essa teoria esbarra na ausência de condições atmosféricas propícias para a formação de raios globulares, que seriam o tipo mais comum de plasmoide.
Inseto, Plasmoide ou outra coisa?
O Museu de OVNIs de La Serena propôs que um inseto ou aracnídeo pode ter acionado o sensor da câmera. No entanto, mesmo que isso explique o motivo do registro, não elucida a presença da mancha de luz. O diretor do museu, Cristian Riffo, observou que as câmeras são projetadas para evitar falsos positivos e que a sequência de fotos em que a luz parece se mover em direção à câmera é desconcertante.
Até o momento, os pesquisadores do museu não encontraram uma falha técnica que justifique o ocorrido. Por isso, eles planejam realizar trabalho de campo na área para coletar mais dados. O projeto Public Baseline tem previsão de continuar por mais dez anos, o que aumenta a esperança de que esse misterioso fenômeno seja capturado novamente.
Enquanto o mistério persiste, cientistas e entusiastas de fenômenos aéreos anômalos trabalham em conjunto para desvendá-lo. O que você acha que pode ser?


