Mísseis iranianos atingem o centro de Israel e deixam dezenas de feridos e destruição em meio às celebrações da Páscoa

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A manhã de quarta-feira, que deveria ser marcada pelos preparativos para o Seder de Pessach, foi interrompida por um grave ataque de mísseis balísticos iranianos contra o centro de Israel. O bombardeio deixou uma jovem em estado gravíssimo e outras 13 pessoas com ferimentos de diferentes níveis de gravidade. O pânico se espalhou por regiões densamente povoadas enquanto as famílias se organizavam para as celebrações religiosas, evidenciando a vulnerabilidade civil diante da intensificação do conflito.

Impactos em Bnei Brak e Tel Aviv

A cidade de Bnei Brak, localizada a leste de Tel Aviv, foi uma das áreas mais afetadas pela ofensiva. O projétil iraniano utilizado no ataque carregava uma ogiva de fragmentação, o que resultou na dispersão de submunições por uma área extensa, multiplicando os pontos de impacto e o risco aos residentes. Equipes de resgate relataram danos severos em infraestruturas urbanas, incluindo prédios residenciais, onde imagens flagraram o momento em que socorristas e vizinhos retiravam crianças de edifícios atingidos sob escombros.

Vítimas e incidentes de emergência

Entre os casos relatados pelo Centro Médico Rabin e pelo serviço de ambulâncias Magen David Adom, destacam-se episódios envolvendo crianças. Uma mulher e seu filho foram hospitalizados, com a mãe em estado moderado e a criança estável. Em Rishon Lezion, o clima de urgência causou um acidente indireto: um menino de seis anos foi atropelado enquanto corria para um abrigo antiaéreo, sendo posteriormente internado em estado moderado. Em Tel Aviv, crateras foram abertas em vias públicas próximas a sedes diplomáticas, como a embaixada francesa, além de danos materiais significativos em veículos e comércios locais.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) monitoraram uma sucessão rápida de ataques, incluindo disparos vindos do Iêmen por parte dos rebeldes houthis. Embora o míssil balístico lançado do sul tenha sido interceptado sem deixar feridos em Beersheba, o grupo reivindicou a ação como uma operação conjunta com o Irã e o Hezbollah. Os houthis afirmaram que o objetivo era atingir alvos sensíveis, intensificando sua participação direta na guerra após um período de relativa inatividade no primeiro mês do conflito.

Desde o início das hostilidades, em 28 de fevereiro, o Irã já disparou mais de 500 mísseis balísticos contra o território israelense. Os militares afirmam manter uma taxa de interceptação de 92% para ataques direcionados a zonas povoadas, contudo, a tecnologia de fragmentação tem se mostrado um desafio logístico. Até o momento, 12 mísseis com ogivas convencionais pesadas atingiram centros urbanos, mas o número de incidentes com bombas de fragmentação é superior, somando mais de 30 ataques que geraram pelo menos 200 pontos de impacto distintos em solo israelense

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