Milei sobre eleições no Brasil: “Prefiro a família Bolsonaro”
O cenário político sul-americano ganhou novos contornos com a recente declaração do presidente da Argentina, Javier Milei, em relação ao futuro eleitoral do Brasil.
Em entrevista concedida ao programa Oppenheimer Presenta, da CNN em espanhol, o mandatário argentino manifestou abertamente sua preferência pela família Bolsonaro como a alternativa ideal para ocupar o Palácio do Planalto.
Milei deixou clara sua posição em relação ao tabuleiro político brasileiro ao declarar apoio aberto à família Bolsonaro. Em entrevista ao programa Oppenheimer Presenta, da CNN em espanhol, o mandatário argentino não poupou palavras ao definir seus aliados no país vizinho: “No Brasil, tenho amigos.
Os Bolsonaro”, afirmou. Milei destacou que sua escolha é baseada em uma rejeição ideológica ao que classifica como “socialismo do século 21”, defendendo que o retorno do grupo político de Jair Bolsonaro ao poder é a melhor solução para a região.
Repercussão entre os aliados brasileiros
A sinalização de apoio foi prontamente recebida e celebrada pelos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro utilizou suas redes sociais para reforçar os laços de amizade com o líder argentino, projetando uma mudança na relação diplomática e comercial entre os dois países a partir de 2027.
No mesmo tom, o deputado federal Eduardo Bolsonaro exaltou a postura de Milei, afirmando que o presidente vizinho possui uma “bússola moral” apurada por compreender os riscos atribuídos a ideologias de esquerda, citando o impacto do kirchnerismo na história recente da Argentina.
Ofensiva contra regimes autoritários
Além de se manifestar sobre o debate político brasileiro, Javier Milei aproveitou a oportunidade para reafirmar sua postura rígida no campo da política externa.
O líder argentino elevou o tom das críticas contra o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela, e ratificou seu alinhamento estratégico com os Estados Unidos. Para Milei, a prioridade de sua gestão internacional é o combate a regimes ditatoriais, consolidando a Argentina como uma voz ativa da direita liberal no continente.


