Michelle se reúne com Moraes para tentar levar Bolsonaro à prisão domiciliar
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro agendou para esta segunda-feira uma audiência com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro ocorre em um momento estratégico, no qual a defesa intensifica os esforços para converter a custódia física do ex-presidente em prisão domiciliar. Atualmente, o ex-mandatário encontra-se hospitalizado em Brasília, sob cuidados médicos desde o dia 13 de março, o que tem servido como principal argumento para a flexibilização do regime de detenção.
A reunião terá como palco o gabinete do ministro, que atua como relator do processo referente à condenação por tentativa de golpe de Estado. Esta não é a primeira interlocução direta entre Michelle e o magistrado; em ocasiões anteriores, a ex-primeira-dama já havia pleiteado a alteração no regime de cumprimento da pena. Desde janeiro, o ex-presidente está recluso no 19º Batalhão da Polícia Militar, unidade conhecida como “Papudinha”, e a busca pela progressão para o ambiente domiciliar tem sido a prioridade da sua representação jurídica.
Parecer favorável da Procuradoria-Geral da República
Um desdobramento significativo no caso ocorreu nesta segunda-feira, com a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Pela primeira vez, o órgão ministerial posicionou-se favoravelmente à transferência do ex-presidente para a prisão domiciliar. No parecer encaminhado a Moraes, o procurador-geral Paulo Gonet destacou que a condição clínica do réu demanda monitoramento integral, justificando a necessidade de cuidados que superam a estrutura prisional comum devido ao risco de alterações súbitas no quadro de saúde.
Estado de saúde e prognóstico médico
A urgência do pedido ganhou força após o ex-presidente sofrer um mal-súbito na unidade prisional, o que resultou em um diagnóstico posterior de complicações pulmonares. Embora o boletim médico mais recente aponte uma evolução positiva e melhora no estado geral do paciente, a defesa e agora a PGR sustentam que a fragilidade biológica do condenado é incompatível com a manutenção do regime fechado no batalhão da PM.