Meses de tramas, duas horas e meia de execução: a saga da captura de Nicolás Maduro pelos EUA
Em uma ação relâmpago que durou exatamente duas horas e 28 minutos, as forças militares dos Estados Unidos detiveram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, na madrugada do último sábado.
A operação, batizada de “Resolução Absoluta”, foi o ápice de meses de planejamento estratégico e inteligência meticulosa, marcando uma demonstração de força que agora projeta a Venezuela em um cenário de profunda incerteza política.
O rastro do alvo: a construção do “padrão de vida”
O sucesso da missão dependeu fundamentalmente de um monitoramento iniciado em agosto pela CIA e outras agências americanas. Sob a coordenação do general Dan Caine, o objetivo era mapear cada detalhe da rotina de Maduro — desde seus hábitos alimentares e vestuário até seus deslocamentos e animais de estimação.
Esse estudo detalhado permitiu antecipar os movimentos do líder venezuelano, que, sentindo a pressão do aumento da presença militar dos EUA no Caribe desde setembro, havia abandonado aparições públicas e adotado um esquema de rodízio constante, dormindo em até oito locais diferentes para evitar a captura.
A falha da proteção e o papel da inteligência humana
Apesar de confiar cegamente na contraespionagem cubana e manter seus guarda-costas venezuelanos sob rígida vigilância — proibindo inclusive o uso de celulares —, Maduro não conseguiu escapar do cerco tecnológico e humano.
Além do uso de drones espiões, a CIA revelou a existência de uma fonte infiltrada no alto escalão do governo venezuelano. A localização definitiva foi confirmada na noite de sexta-feira: o presidente estava em um complexo dentro de Fuerte Tiuna, a principal base militar de Caracas.

Supremacia tecnológica sobre o arsenal russo
A ofensiva contou com um arsenal imponente, incluindo o porta-aviões USS Gerald R. Ford e mais de 150 aeronaves. A ordem final foi dada pelo presidente Donald Trump às 22h46 (horário de Washington). O ataque começou com a neutralização das defesas aéreas da Venezuela; embora o país possuísse caças Su-30 e sistemas de mísseis russos S-300, considerados eficientes para os padrões regionais, o equipamento foi rapidamente superado por mísseis Tomahawk e caças F-35. Em poucos minutos, bases aéreas e centros de comunicação foram destruídos, garantindo aos EUA o controle total do espaço aéreo.
A precisão da Força Delta em solo
Para evitar radares, a equipe de elite da Força Delta voou em helicópteros modificados a apenas 30 metros acima do mar, cruzando as montanhas costeiras para chegar à capital. Treinados em réplicas idênticas do complexo de Fuerte Tiuna, os soldados americanos entraram no local às 2h01 da manhã. Mesmo sob fogo inimigo, que chegou a danificar uma das aeronaves, a precisão foi absoluta. Munidos de ferramentas para romper portas de aço e acompanhados por negociadores do FBI, os agentes avançaram rapidamente pelo complexo.

O momento final e o futuro incerto
O confronto resultou na morte de grande parte da guarda pessoal de Maduro; autoridades locais estimam ao menos 40 mortes em todo o país, enquanto o lado americano registrou apenas alguns feridos. No momento da invasão, Maduro tentou buscar refúgio em um quarto blindado, mas foi interceptado antes de conseguir trancar a porta. Às 4h29, os helicópteros já cruzavam o Caribe de volta à frota americana, levando o casal detido para o navio USS Iwo Jima.

Embora a operação militar tenha sido tecnicamente impecável, analistas internacionais alertam que a remoção do líder não garante o controle do país nem uma transição política estável, deixando a Venezuela diante de um futuro imprevisível.


