Médico é chamado para atender Bolsonaro na Superintendência da PF após novo quadro de crises de soluço

Compartilhe

O estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro motivou uma chamada de urgência para seu médico particular na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, neste domingo. Segundo informações compartilhadas por seu filho, o ex-vereador Carlos Bolsonaro, o quadro clínico do ex-mandatário apresentou uma piora recente, marcada pelo retorno de crises persistentes de soluço.

De acordo com o relato familiar, a condição evoluiu para uma sensação de azia constante, sintoma que tem prejudicado severamente a capacidade de alimentação de Bolsonaro durante o período de custódia.

Saúde mental e isolamento em Brasília

Além das complicações físicas, a família manifesta profunda preocupação com a integridade emocional do ex-presidente. Carlos Bolsonaro destacou que o abalo psicológico de seu pai é visível e tem sido agravado pelas condições de detenção, mencionando o impacto do isolamento na unidade prisional.

Diante desse cenário de fragilidade física e mental, a equipe de defesa jurídica agiu rapidamente neste final de semana, protocolando junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo pedido de prisão domiciliar por razões humanitárias, visando a transferência do custodiado para um ambiente adequado ao seu tratamento.

Histórico de intervenções e sequelas

O histórico médico recente de Bolsonaro revela uma sucessão de procedimentos complexos realizados na virada do ano. No último dia 29 de dezembro, ele precisou passar por um bloqueio anestésico do nervo frênico em uma unidade hospitalar de Brasília, justamente para tentar controlar as crises de soluço que agora voltaram a se manifestar.

Pouco antes, durante o período de Natal, o ex-presidente já havia sido submetido a uma cirurgia para correção de uma hérnia inguinal bilateral, condição que causa inchaço e dor intensa na região da virilha devido à fragilidade dos tecidos abdominais.

Consequências do atentado de 2018

Especialistas e familiares reforçam que as atuais complicações de saúde são reflexos diretos do atentado sofrido pelo político durante a campanha presidencial de 2018. A hérnia corrigida recentemente, por exemplo, é apontada como uma sequela crônica da facada que atingiu seu abdômen, resultando em múltiplas cirurgias ao longo dos últimos anos.

A recorrência desses problemas gastrointestinais e musculares fundamenta os argumentos da defesa para solicitar o relaxamento da prisão, alegando que a infraestrutura carcerária não comporta os cuidados específicos exigidos pelo quadro clínico do ex-chefe do Executivo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

www.clmbrasil.com.br