Manifestantes incendeiam dezenas de mesquitas e prédios governamentais em escalada de violência no Irã
O Irã completa quase duas semanas de intensas mobilizações populares, motivadas pelo agravamento da crise econômica e pela acentuada desvalorização da moeda nacional. Enquanto a população ocupa as ruas em sinal de descontentamento, a cúpula da República Islâmica reage classificando o movimento como uma tentativa de desestabilização orquestrada por forças externas.
Na capital, Teerã, o cenário de tensão atingiu um pico nesta quinta-feira, com registros de confrontos e danos severos ao patrimônio público.
Impacto nos centros urbanos e repressão
De acordo com o prefeito Alireza Zakani, a onda de violência resultou em ataques diretos a infraestruturas essenciais, incluindo o incêndio de 25 mesquitas e 10 edifícios governamentais. Zakani condenou as ações, relatando que até hospitais e residências foram atingidos, e rotulou os envolvidos como sabotadores sem piedade pela economia do país.
Embora a mídia local tenha indicado uma relativa calmaria na noite de sexta-feira, as forças de segurança permanecem em alerta máximo, com ordens explícitas para não tolerar atos que classifiquem como terrorismo armado ou violência direta.
Tensões diplomáticas e acusações de interferência
No cenário internacional, o governo iraniano elevou o tom contra Washington. Amir Saeed Iravani, representante do Irã na ONU, enviou uma carta formal ao Conselho de Segurança acusando os Estados Unidos de incitarem a violência e transformarem atos originalmente pacíficos em caos social.
Em contrapartida, o presidente Donald Trump sinalizou a possibilidade de uma intervenção caso a repressão resulte em mortes de manifestantes. Esse clima de pressão externa é reforçado por discussões em Israel, onde se analisa se recentes ações diplomáticas e judiciais contra líderes estrangeiros poderiam servir de precedente para o contexto iraniano.


