Lula e Putin conversam por telefone sobre crise na Venezuela e papel do BRICS

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Em uma conversa telefônica realizada nesta quarta-feira, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Vladimir Putin alinharam posições sobre a grave crise política na Venezuela. O diálogo ocorreu em um momento crítico, logo após a intervenção militar dos Estados Unidos no país sul-americano, ocorrida no início de janeiro, que resultou na detenção e transferência do líder Nicolás Maduro para solo americano.

Ambos os chefes de Estado reforçaram a necessidade de proteger a autodeterminação dos povos e os interesses nacionais da região diante de interferências externas.

Coordenação estratégica no BRICS e na ONU

Durante o contato, Lula e Putin estabeleceram o compromisso de manter uma atuação conjunta em fóruns internacionais de peso, como as Nações Unidas e o bloco do BRICS. A estratégia visa não apenas monitorar o desdobramento da situação venezuelana, mas também buscar mecanismos diplomáticos que possam reduzir as tensões geopolíticas tanto na América Latina quanto em outras zonas de conflito global.

A cooperação entre Brasília e Moscou surge como um contraponto às ações unilaterais, priorizando o diálogo multilateral para a estabilização regional.

Condenação à intervenção e ao Direito Internacional

O presidente brasileiro manifestou uma crítica contundente à operação liderada por Washington, classificando a prisão de Maduro e as acusações de tráfico de drogas contra ele como uma ruptura grave das normas globais.

Para Lula, a ação norte-americana representa uma violação direta do direito internacional e cria um precedente de insegurança jurídica para outras nações. Complementando essa visão, o chanceler russo, Sergey Lavrov, reiterou a ilegalidade da ofensiva, enfatizando que a integridade territorial da Venezuela deve ser respeitada acima de interesses políticos estrangeiros.

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