Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente na corrida para 2026, aponta nova pesquisa
O cenário eleitoral para a sucessão presidencial de 2026 apresenta um quadro de polarização acirrada e empate técnico, conforme aponta o levantamento da Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira (3). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece em situação de igualdade estatística com o senador Flávio Bolsonaro e o governador do Paraná, Ratinho Junior.
Nos confrontos diretos, Lula registra 42% contra 41% do senador, enquanto contra o governador paranaense o placar é de 43% a 39%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os candidatos estão em um patamar de indefinição.
Vantagem sobre outros adversários
Apesar do equilíbrio com os nomes citados acima, o atual mandatário consegue abrir uma distância segura, fora da margem de erro, quando confrontado com outros governadores de direita. Em simulações de segundo turno contra Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Eduardo Leite, Lula mantém a liderança.
O instituto também testou cenários de primeiro turno que refletem a fragmentação da terceira via, especialmente dentro do PSD, que ainda deve escolher entre Caiado, Leite ou Ratinho Junior para encabeçar uma chapa.
Na modalidade espontânea, onde o entrevistado indica sua preferência sem uma lista prévia, Lula mantém o protagonismo com 29% das menções, seguido por Flávio Bolsonaro, que soma 19%. O levantamento ainda registra lembranças residuais do ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue inelegível e detido, além de nomes como Tarcísio de Freitas.
Ao analisar o potencial de voto, Lula detém a maior fatia de eleitores convictos, mas divide com o senador Flávio Bolsonaro a maior taxa de rejeição do levantamento, ambos com 47%.
Desafios na aprovação do Governo
O desempenho administrativo da atual gestão federal reflete a divisão do eleitorado. De acordo com a pesquisa, a desaprovação do governo Lula atinge 51%, superando os 44% de aprovação.
Quando solicitados a atribuir uma nota ao governo, 46% dos entrevistados classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto o grupo que considera o governo ótimo ou bom soma 26%. Outros 27% avaliam a condução do país como regular, evidenciando o desafio do governo em converter a percepção da classe média e de eleitores moderados.