Lote de dipirona é retirado do mercado pela Anvisa por risco de contaminação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da comercialização, distribuição e uso de um lote específico de dipirona monoidratada 500 mg/mL, fabricado pela empresa Hypofarma. A medida, publicada nesta terça-feira (8) no Diário Oficial da União, foca no lote 24112378, que consiste em caixas com 100 ampolas de 2 mL cada. A decisão foi motivada pela identificação de partículas sólidas na solução injetável, o que caracteriza um desvio de qualidade grave e compromete a segurança dos pacientes que utilizam o medicamento para o controle de dor e febre.
Riscos de contaminação e orientações aos serviços de Saúde
A presença de material particulado em produtos injetáveis fere rigorosas normas sanitárias, uma vez que indica risco de contaminação e potencial prejuízo à saúde de quem recebe a aplicação. Diante da irregularidade, a agência reguladora orienta que tanto pacientes quanto serviços de saúde interrompam o uso do lote afetado imediatamente. É recomendado que os detentores do produto entrem em contato direto com o fabricante para receber instruções detalhadas sobre os procedimentos de recolhimento e substituição das unidades comprometidas.
Fiscalizaçãointerrompe produção de hormônios e injetáveis
Além do caso da dipirona, a Anvisa estendeu as sanções para o setor de manipulação, suspendendo todos os lotes de ésteres de testosterona, nandrolona, tirzepatida e semaglutida produzidos pela Mali Produtos para Saúde LTDA. A fiscalização detectou falhas críticas no processo de manipulação, incluindo a ausência de testes essenciais e problemas no armazenamento das substâncias. A agência ressaltou a falta de garantia sobre a procedência das matérias-primas utilizadas, o que impossibilita a validação da eficácia e segurança desses hormônios manipulados.
Em outra frente de atuação, a vigilância sanitária suspendeu todos os produtos estéreis fabricados pela Terapêutica Farmácia de Manipulação, localizada em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Uma inspeção técnica no local revelou deficiências graves, como o uso de métodos inadequados de esterilização e falhas na rastreabilidade dos lotes produzidos. Sem as validações técnicas necessárias para garantir a assepsia dos medicamentos, a Anvisa reforça que nenhum produto estéril desta unidade deve ser consumido, visando prevenir infecções e outras complicações de saúde nos usuários.