Japão aciona caças às pressas para interceptar bombardeiros nucleares russos; vídeos
Caças da Força Aérea de Autodefesa do Japão foram mobilizados com urgência nesta semana para interceptar uma frota de aeronaves militares russas que se aproximava do espaço aéreo nacional.
O grupo incluía bombardeiros estratégicos Tu-95MS, conhecidos por sua capacidade de transportar ogivas nucleares, escoltados por caças Su-35S e Su-30SM.
Embora o Ministério da Defesa da Rússia tenha reiterado que a missão de 11 horas ocorreu sobre águas neutras e em estrita conformidade com as normas internacionais, o Gabinete Conjunto do Japão confirmou que rastreou três grupos distintos de aeronaves sobre diferentes pontos do Mar do Japão.
Demonstração de força e tensões regionais
O ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, utilizou as redes sociais para classificar o episódio como uma clara demonstração de força contra o país. Segundo Koizumi, a atividade russa, somada à crescente coordenação estratégica com a China — que incluiu patrulhas conjuntas em dezembro — eleva o estado de alerta no Indo-Pacífico.
Especialistas apontam que cada bombardeiro Tu-95MS pode carregar até 14 mísseis de cruzeiro nucleares, o que amplia a gravidade da incursão, ainda que o limite de 13,8 milhas náuticas da costa japonesa não tenha sido efetivamente violado.
O tabuleiro geopolítico no extremo oriente
A persistência russa na região do Pacífico, mesmo com o foco militar voltado para o conflito na Ucrânia, é interpretada como uma resposta direta à aliança entre Tóquio e Washington.
O Japão abriga atualmente cerca de 60 mil soldados americanos e sistemas avançados de mísseis, o que gera apreensão em Moscou. Além disso, a disputa secular pela soberania de quatro ilhas no arquipélago das Curilas continua a ser um entrave diplomático sensível, mantendo as relações entre os dois países sob constante pressão.
Vigilância contínua e prontidão defensiva
Em nota oficial, o Estado-Maior Conjunto do Japão reafirmou seu compromisso com a vigilância 24 horas por dia, assegurando que todas as medidas necessárias serão tomadas para garantir a integridade do território e a segurança dos cidadãos.
O ministro Koizumi agradeceu publicamente aos militares pela prontidão na zona de identificação de defesa aérea. Diante da expectativa de que a Rússia mantenha essas operações para sinalizar presença global, o cenário futuro aponta para um provável reforço na postura defensiva japonesa em conjunto com seus aliados ocidentais.


