Israel ordena prontidão total do exército para guerra em todas as frentes em meio à escalada de tensões com o Irã

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As Forças de Defesa de Israel (IDF) entraram em estado de alerta máximo após diretrizes para a preparação de um conflito simultâneo contra o Irã, o Líbano e a Cisjordânia. De acordo com informações reveladas pelo Canal 12 de Israel, a estratégia militar contempla uma “operação explosiva” direcionada a Teerã, no momento em que o regime iraniano enfrenta uma onda de protestos populares contra o custo de vida, movimentos estes que contam com o apoio estratégico de Israel.

Este planejamento é o pilar de um plano estrutural de quatro anos capitaneado pelo Chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir. O projeto vai além das fronteiras terrestres convencionais, estabelecendo o desenvolvimento de tecnologias avançadas para operações espaciais, com foco na neutralização de satélites e ataques de precisão a alvos terrestres a partir da órbita.

A estratégia de Teerã e a infiltração do Mossad

A cúpula de inteligência em Jerusalém Ocidental trabalha com a hipótese de que o governo iraniano possa orquestrar um ataque externo contra Israel como manobra de distração para conter a dissolução interna do regime. Embora o governo israelense mantenha uma postura de cautela oficial sobre as manifestações no país vizinho, o Mossad tem adotado uma postura agressiva no campo digital e operacional, confirmando a presença de agentes infiltrados nos protestos que pedem, em alguns casos, o retorno da monarquia deposta em 1979.

A crise no Irã, desencadeada por uma hiperinflação severa e sanções econômicas, transformou-se nos distúrbios mais graves dos últimos anos. O cenário de instabilidade interna é visto por analistas como o estopim para uma possível escalada militar na região, à medida que os confrontos entre civis e autoridades locais tornam-se cada vez mais letais.

A aliança com os Estados Unidos e a ameaça nuclear

O cenário de guerra ganha contornos globais com o envolvimento direto de Washington. O presidente americano, Donald Trump, utilizou suas redes sociais para alertar que os Estados Unidos estão prontos para uma intervenção militar caso a repressão contra manifestantes pacíficos resulte em mortes em massa.

A ameaça de novos ataques aéreos contra infraestruturas de mísseis balísticos do Irã também foi reforçada após encontros estratégicos entre Trump e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

O histórico recente de cooperação militar entre as duas nações reforça a gravidade do alerta. No ano passado, forças americanas e israelenses realizaram ataques coordenados contra instalações nucleares iranianas, sob a justificativa de interromper o desenvolvimento de armas atômicas.

Enquanto o Irã condena as ofensivas como agressões não provocadas, a aliança ocidental sinaliza que não hesitará em repetir a ação caso Teerã intensifique seu programa bélico ou a repressão interna.

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