Irã rejeita plano de paz dos EUA e dispara: “Trump não ditará o fim do conflito”
O governo do Irã oficializou, nesta quarta-feira (25), sua recusa à proposta de paz enviada pelos Estados Unidos para o Oriente Médio. De acordo com informações da emissora estatal Press TV, as autoridades iranianas classificaram o documento como “excessivo e desconectado da realidade”, argumentando que o plano ignora o atual cenário de forças na região. Em uma resposta direta à Casa Branca, o governo iraniano afirmou que o presidente Donald Trump não possui autoridade para ditar os termos de encerramento do conflito e que o país só cessará suas operações militares quando suas próprias condições forem plenamente atendidas.
A proposta norte-americana chegou às mãos de Teerã por intermédio do Paquistão, que tem atuado como ponte diplomática entre as duas nações. Apesar do tom rígido, o Irã não encerrou o diálogo de forma definitiva, tendo apresentado uma contraproposta formal para avaliação. O movimento ocorre em um cenário de mensagens contraditórias: enquanto Washington sinaliza otimismo sobre a disposição iraniana para um acordo, Teerã nega que existam negociações diretas em curso e mantém o discurso de continuidade das chamadas “ações defensivas”. Além do Paquistão, o governo da Turquia também surge como um mediador relevante no processo, sendo ambos os países considerados locais potenciais para futuras rodadas de conversa presenciais.
Os termos em disputa e o papel paquistanês
Embora o conteúdo oficial do plano não tenha sido divulgado integralmente pelas partes, detalhes apurados pela imprensa internacional indicam que o documento dos EUA é composto por 15 pontos centrais. O foco das exigências recai sobre o desmantelamento de infraestruturas nucleares essenciais, como as usinas de Natanz e Fordow, além de restrições severas ao programa de mísseis balísticos e ao financiamento de grupos aliados na região. Em contrapartida, os mediadores paquistaneses sugerem que o plano ofereceria um alívio nas sanções econômicas e cooperação nuclear para fins civis. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif já colocou o Paquistão à disposição para sediar os encontros, uma oferta que chegou a ser compartilhada por Trump em suas redes sociais, evidenciando a complexa teia diplomática que tenta evitar uma escalada maior no Golfo.