Irã realiza série de ataques aéreos contra infraestrutura crítica em vários países do Oriente Médio, incluindo Israel
A tensão no Oriente Médio atingiu um novo patamar neste domingo, com o Irã lançando múltiplas salvas de mísseis balísticos e drones contra alvos em Israel e em nações estratégicas do Golfo Pérsico. Enquanto as defesas israelenses lidavam com projéteis direcionados ao norte e ao sul do país, infraestruturas críticas nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait também foram atingidas, sinalizando uma expansão deliberada do conflito por parte de Teerã contra a infraestrutura civil e econômica da região.
Impactos em solo israelense
No sul de Israel, a zona industrial de Neot Hovav, próxima a Beersheba, foi atingida pela terceira vez desde o início das hostilidades. Um míssil balístico iraniano, carregando uma ogiva convencional, conseguiu superar as defesas aéreas e impactou uma área aberta do parque. Embora o Exército de Defesa de Israel (IDF) tenha tentado a interceptação sem sucesso, não houve registro de feridos. O corpo de bombeiros local confirmou que, apesar do susto em uma área que abriga depósitos de resíduos tóxicos, não houve vazamento de materiais perigosos, registrando-se apenas danos leves em uma fábrica devido à onda de choque.
O ataque de domingo faz parte de um volume massivo de agressões, totalizando mais de 500 mísseis lançados pelo regime iraniano contra Israel desde o começo da guerra. Durante a madrugada e a manhã, centenas de milhares de civis foram forçados a buscar abrigo em bunkers, com alertas soando desde o deserto do Negev até as comunidades do norte.
Crise energética e ataques no Golfo
A retaliação iraniana expandiu-se para além das fronteiras israelenses, visando parceiros regionais e infraestruturas de energia. Nos Emirados Árabes Unidos, destroços de mísseis interceptados causaram incêndios em uma unidade petroquímica na Cidade Industrial de Ruwais, forçando a suspensão imediata das operações. No Bahrein, a estatal Bapco Energies confirmou que um drone hostil atingiu um tanque de armazenamento de combustível. Já o Kuwait relatou “danos materiais significativos” em duas usinas de dessalinização e energia, além de impactos em um complexo de escritórios do Ministério das Finanças na capital.
Essas ações contra vizinhos árabes ocorrem em um momento em que a economia iraniana sofre golpes severos. O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, alertou que o regime de Teerã pagará um preço alto, mencionando que os ataques israelenses às instalações petroquímicas iranianas visam secar uma fonte de receita que gerou US$ 18 bilhões nos últimos dois anos para a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Resposta militar e balanço humanitário
Em resposta imediata, a Força Aérea de Israel (IAF) realizou incursões contra 120 alvos no oeste e centro do Irã. A operação focou em centros de armazenamento de drones e sistemas de defesa aérea para garantir a superioridade aérea israelense sobre o território iraniano. Em uma ação conjunta com os Estados Unidos, cinco combatentes da IRGC foram mortos no noroeste do país. O objetivo declarado da coalizão é degradar a capacidade militar do regime e neutralizar ameaças nucleares.
O custo humano do conflito continua a subir de forma alarmante. Dados compilados por organizações de direitos humanos, como a HRANA, indicam que mais de 3.500 pessoas morreram no Irã desde o início da guerra, incluindo mais de 1.600 civis. Do lado israelense, o balanço aponta 16 mortos por mísseis balísticos. As estimativas militares sugerem que as baixas entre as forças de segurança iranianas e paramilitares Basij cheguem a 5.000, refletindo a intensidade das mais de 13.000 bombas lançadas pela IAF contra alvos militares do regime.