Irã lança seis ondas de mísseis contra Israel e vizinhos; há feridos em Tel Aviv e vídeos registram ataques

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A manhã de quinta-feira foi marcada por uma severa ofensiva do Irã contra Israel, interrompendo um breve período de calma de 14 horas. Em um intervalo de poucas horas, Teerã disparou seis salvas de mísseis balísticos, forçando milhões de cidadãos a buscarem refúgio em abrigos antiaéreos nas regiões central e norte do país. A ofensiva foi coordenada com ataques simultâneos do grupo terrorista Hezbollah, a partir do Líbano, elevando a pressão sobre os sistemas de defesa israelenses.

Os ataques resultaram em nove feridos em Israel e na Cisjordânia. O uso de ogivas de fragmentação agravou o cenário, espalhando submunições por áreas densamente povoadas. Entre os incidentes registrados, cinco pessoas ficaram feridas em Kafr Qasim e duas residências foram atingidas na Cisjordânia; em uma delas, a família sobreviveu por estar em um quarto blindado. Em Tel Aviv, uma mulher de 40 anos e um homem de 26 foram atingidos por estilhaços e pelos efeitos da explosão de uma ogiva de fragmentação que dispersou resíduos por uma vasta área urbana.

Expansão do conflito no Golfo e resposta militar

A agressão iraniana não se limitou a Israel, atingindo também nações vizinhas no Golfo Pérsico. Em Abu Dhabi, destroços de um míssil interceptado causaram a morte de duas pessoas e feriram outras três, além de danificar veículos. Enquanto isso, as Forças de Defesa de Israel (IDF) mantêm uma taxa de interceptação de 92% para ataques direcionados a infraestruturas essenciais, embora confirmem que mais de 30 incidentes com bombas de fragmentação atingiram áreas civis desde o início do conflito.

Em retaliação, a Força Aérea Israelense intensificou sua campanha estratégica, lançando mais de 13 mil bombas contra alvos do regime iraniano. O foco das operações tem sido a indústria de produção militar, sistemas de defesa aérea e instalações nucleares. As estimativas das IDF indicam que cerca de 5.000 soldados iranianos e membros da força paramilitar Basij foram mortos nos ataques, que visam neutralizar a capacidade ofensiva e o programa nuclear de Teerã.

Atuação dos Estados Unidos e projeção de poder

O Comando Central dos EUA, liderado pelo almirante Brad Cooper, reportou avanços significativos na degradação do poderio iraniano. Segundo Cooper, as forças americanas já atingiram mais de 10 mil alvos no Irã, resultando na destruição de 92% da frota naval de grande porte do país e em uma redução de 90% nos lançamentos de drones e mísseis. Juntos, EUA e Israel já desmantelaram dois terços das instalações de produção bélica do regime.

Para ampliar as opções estratégicas do presidente Donald Trump, o Pentágono prepara o envio de milhares de tropas aerotransportadas e contingentes de fuzileiros navais para a região do Golfo. A movimentação visa não apenas garantir a segurança regional, mas também estabelecer condições que possam levar à queda do regime iraniano. O balanço total da guerra, iniciada em 28 de fevereiro, já contabiliza a morte de 15 civis em Israel e quatro palestinos na Cisjordânia devido aos mísseis iranianos.

Esforços diplomáticos sob incerteza

Apesar da intensificação dos combates, o cenário diplomático apresenta movimentações nos bastidores. O presidente Donald Trump mencionou a existência de negociações e o envio de um plano de paz de 15 pontos ao governo de Teerã. Contudo, o status oficial dessas conversas permanece incerto. Enquanto diplomatas tentam mediar uma solução, o cotidiano na região continua pautado pela continuidade dos bombardeios e pela incerteza quanto ao cessar-fogo.

Igor do Vale/Estadão Conteúdo

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