Irã e Hezbollah intensificam resposta militar com ataques coordenados contra alvos em Israel e EUA
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou o início da 45ª onda de sua operação militar retaliatória contra alvos dos Estados Unidos e de Israel. A ofensiva, conduzida em coordenação estreita com o movimento libanês Hezbollah, foi batizada em homenagem aos mártires Amir Ali Hajizadeh e Mohammad Bagheri.
O ataque utilizou um expressivo arsenal de mísseis de combustível sólido Kheibar Shekan, conhecidos por sua alta precisão, contando ainda com o suporte operacional da Marinha da Guarda Revolucionária e de unidades de drones coordenadas pelo Exército iraniano e pela própria IRGC.
Contexto da Operação True Promise 4
Esta nova fase de hostilidades integra a chamada Operação True Promise 4. De acordo com fontes oficiais iranianas, a ação também possui um caráter simbólico, sendo dedicada à memória das vítimas de um recente ataque a mísseis contra a Escola Primária Feminina da Cidade de Minab.
Em solo israelense, o impacto da ofensiva foi imediato, com o acionamento de sirenes de alerta em diversas regiões, incluindo o centro e o norte do país. Registros em vídeo compartilhados por civis nas redes sociais mostram o soar dos alarmes e a ocorrência de interceptações aéreas, sinalizando a intensidade do confronto atual.
O bloqueio estratégico do Estreito de Ormuz
O cenário de conflito teve como ponto de partida a madrugada do dia 28 de fevereiro, quando Israel e os EUA executaram uma operação conjunta no Irã, justificando a iniciativa como uma manobra para eliminar ameaças diretas da República Islâmica. Em resposta imediata, Teerã intensificou sua contraofensiva, disparando múltiplas ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e instalações militares americanas espalhadas pelo Oriente Médio.
Como medida adicional de pressão geopolítica, o Irã bloqueou quase inteiramente o fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais críticas do planeta, responsável pelo escoamento de aproximadamente 20% do petróleo comercializado globalmente.