Irã bombardeia principais refinarias de Israel e atinge bases dos EUA; veja vídeos

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Um grave incêndio atingiu a refinaria de Haifa, no norte de Israel, nesta quinta-feira, após uma ofensiva aérea atribuída ao Irã. O complexo atingido é o principal pilar energético do país, sendo responsável pelo fornecimento de até 60% do combustível consumido em território israelense. Além das chamas, moradores da região relataram interrupções no fornecimento de energia elétrica logo após as explosões.

Imagens que circulam em redes sociais confirmam múltiplas colunas de fumaça densa no local do impacto. A imprensa local confirmou a queda de mísseis e destroços em diversas áreas de Haifa, mobilizando prontamente as equipes de resgate. Apesar da magnitude visual do evento, o Ministro da Energia e Infraestrutura, Eli Cohen, afirmou que os danos à rede elétrica da região norte foram limitados e de pequena escala. Até o momento, não há registro de vítimas nas instalações israelenses.

A “Operação verdadeira promessa 4” e o uso de nova tecnologia

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) assumiu a autoria das ações, classificando-as como parte da 65ª onda da “Operação Verdadeira Promessa 4”. O grupo afirmou ter utilizado mísseis guiados de precisão contra a refinaria de Ashdod, outra unidade estratégica para a economia de Israel. O comunicado oficial destaca a estreia em combate do sistema Nasrallah, uma versão modernizada do míssil Ghadr, além do disparo de projéteis de médio alcance como os modelos Qiam e Zolfaghar.

A ofensiva iraniana não se limitou a alvos israelenses, atingindo também bases militares com presença dos Estados Unidos. Entre os locais mencionados estão a base de Al Kharj — ponto logístico crucial para aeronaves F-35 e F-16 — e as bases de Sheikh Isa e Al Dhafra. Segundo a IRGC, centros de apoio militar e ativos de segurança foram neutralizados durante as investidas.

Represálias e impactos no setor de gás no Golfo

O ataque desta quinta-feira surge como uma resposta imediata aos bombardeios sofridos pelo Irã no dia anterior em South Pars, a maior reserva de gás natural do mundo. Na ocasião, diversos trechos da infraestrutura iraniana foram fechados e interditados para conter incêndios de grandes proporções. Embora o governo iraniano tenha declarado que a situação em South Pars está sob controle, o episódio elevou a temperatura diplomática e militar na região.

O conflito também respingou no Catar, que denunciou um ataque contra a cidade industrial de Ras Laffan, um dos maiores centros de exportação de Gás Natural Liquefeito (GNL) do planeta. Autoridades catarianas descreveram a ação como brutal, relatando danos materiais consideráveis às instalações da estatal de petróleo e gás. Assim como em Haifa, as operações de emergência no Catar conseguiram garantir a segurança dos trabalhadores, não havendo relatos de feridos até o encerramento deste boletim.

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