Irã bombardeia Israel com série de mísseis, deixa feridos e expande ataques a países do Golfo; vídeos

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Enquanto as Forças de Defesa de Israel mantêm uma ofensiva aérea rigorosa sobre o território iraniano, Teerã respondeu com o lançamento massivo de mísseis balísticos e drones. O contra-ataque não se limitou ao território israelense, atingindo também nações árabes do Golfo Pérsico.

Após um breve intervalo, as sirenes de emergência voltaram a ecoar em cidades estratégicas como Tel Aviv e Jerusalém nesta terça-feira. No centro de Israel, o uso de bombas de fragmentação resultou em pelo menos 12 feridos, com o serviço de emergência Magen David Adom confirmando atendimentos a vítimas de explosões e estilhaços, incluindo uma mulher em estado moderado.

Alvos diplomáticos e crise no Golfo

A escalada de violência atingiu o campo diplomático com um ataque de drones contra a embaixada dos Estados Unidos em Riad, na Arábia Saudita. Embora o governo saudita tenha classificado o incêndio como “limitado”, registros em vídeo sugerem danos significativos no complexo.

O Ministério das Relações Exteriores saudita condenou a ação como injustificada, informando a interceptação de outros oito dispositivos. Nos Emirados Árabes Unidos, a situação é ainda mais crítica: o Ministério da Defesa reportou a morte de três estrangeiros e quase 60 feridos, além de danos estruturais nos aeroportos internacionais de Dubai e Abu Dhabi, após uma intensa campanha de interceptação que abateu 172 mísseis balísticos.

Pressão sobre aliados e ruptura em Doha

A ofensiva iraniana também visou instalações militares dos EUA na região, como a base aérea de Al-Udeid, no Catar. Em resposta, o governo catariano anunciou o rompimento de comunicações com Teerã, alegando que não houve qualquer aviso prévio sobre os ataques.

Analistas sugerem que a estratégia da República Islâmica é utilizar a pressão militar sobre os aliados regionais de Washington para forçar o governo de Donald Trump a retomar as negociações diplomáticas. Até mesmo Omã, tradicional mediador entre as potências, não foi poupado, sofrendo ataques em portos estratégicos como o de Duqm e Salalah, o que levou a embaixada americana a ordenar confinamento imediato para seus funcionários.

Danos estruturais em complexo nuclear

No território iraniano, o foco das operações conjuntas entre Israel e Estados Unidos parece ter se voltado novamente para infraestruturas sensíveis. Imagens de satélite capturadas pela empresa Vantor confirmam novos danos no complexo nuclear de Natanz, em Isfahan.

Pelo menos dois edifícios de apoio foram severamente atingidos em comparação a registros anteriores. Embora o governo iraniano tenha denunciado os ataques como “brutais”, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) emitiu um comunicado tranquilizador, afirmando que, apesar dos danos parciais nos prédios de entrada da usina de enriquecimento, não há indícios de vazamento radiológico ou impacto adicional na estrutura principal da unidade.

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