Instalação da CPI do Banco Master no Senado atinge número de apoios e amplia cobrança sobre Alcolumbre

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A movimentação política em Brasília ganhou força nesta segunda-feira (19) com a confirmação de que o Senado Federal atingiu o número necessário de assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) focada no Banco Master.

O requerimento, protocolado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), obteve o apoio de 42 parlamentares, superando com folga o mínimo de 27 assinaturas exigido pela Constituição.

O objetivo do colegiado é investigar supostos crimes e fraudes que teriam sido cometidos por operadores da instituição financeira, que se encontra em processo de liquidação.

Disputa de ritos entre CPI e CPMI

O avanço da proposta de Girão coloca o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sob um novo dilema estratégico. Atualmente, ele já possui em mãos um pedido para uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que envolveria tanto senadores quanto deputados e já conta com o quórum legal.

No entanto, enquanto a abertura da CPMI exige uma sessão conjunta do Congresso Nacional, o pedido de Girão permite um rito mais ágil, podendo ser lido por Alcolumbre logo na primeira sessão deliberativa do ano, agendada para o dia 1.º de fevereiro. Após a leitura oficial, o passo seguinte será a designação de um presidente para conduzir as investigações no âmbito da Casa Alta.

Silêncio da presidência e controvérsias judiciais

A pressão sobre Alcolumbre não vem apenas dos números, mas também do cenário jurídico que envolve o caso. O aumento das denúncias contra o Banco Master, somado a decisões recentes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que geraram polêmica entre os parlamentares, intensificou as cobranças para que os trabalhos de investigação comecem imediatamente.

Apesar da insistência de seus pares, o presidente do Senado tem mantido o silêncio durante o recesso parlamentar, evitando antecipar qual dos modelos de comissão — a exclusiva do Senado ou a mista — terá prioridade em sua agenda de retorno aos trabalhos.

Mobilização na Câmara e apoio suprapartidário

Enquanto o Senado aguarda o desfecho de fevereiro, a Câmara dos Deputados também demonstra forte mobilização em torno do tema. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) já assegurou 197 assinaturas para o seu pedido de CPMI, ultrapassando a barreira mínima necessária. Em paralelo, frentes ideologicamente opostas mostram convergência na busca por transparência: as deputadas Heloísa Helena (PSOL-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS) lideram uma coleta de apoios própria, assim como o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que defende uma investigação específica na Câmara. Esse cenário indica que, independentemente do formato escolhido, o Banco Master será o centro de um intenso escrutínio legislativo em 2026.

Veja a lista de senadores que assinaram a proposta de CPI do Banco Master no Senado
Alessandro Vieira (MDB-SE);
Espiridião Amin (PP-ES);
Astronauta Marcos Pontes (PL-SP);
Márcio Bittar (PL-AC);
Cleitinho (Republicanos-MG);
Damares Alves (Republicanos-DF);
Flávio Arns (PSB-PR);
Eduardo Girão (Novo-CE);
Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB);
Rogério Marinho (PL-RN);
Zequinha Marinho (Podemos-PA);
Jayme Campos (União Brasil-MT);
Lucas Barreto (PSD-AP);
Marcos do Val (Podemos-ES);
Luis Carlos Heinze (PP-RS);
Izalci Lucas (PL-DF);
Jaime Bagattoli (PL-RO);
Jorge Kajuru (PSB-GO);
Leila do Vôlei (PDT-DF) ;
Magno Malta (PL-ES);
Marcos Rogério (PT-SE);
Hamilton Mourão (Republicanos-RS);
Oriovisto Guimarães (PSDB-PR);
Paulo Paim (PT-RS);
Plínio Valério (PSDB-AM);
Carlos Portinho (PL-RJ);
Jorge Seif (PL-SC);
Styvenson Valentim (PSDB-RN);
Wellington Fagundes (PL-MT);
?Alan Rick (Republicanos-AC);
Soraya Thronicke (Podemos-MS);
?Carlos Viana (Podemos-MG);
?Dr. Hiran (PP-RR);
?Confúcio Moura (MDB-RO);
Tereza Cristina (PP-MS);*
Vanderlan Cardoso (PSD-GO);*
Eduardo Braga (MDB-AM);*
Omar Aziz (PSD-AM);*
Nelsinho Trad (PSD-MS);*
Mara Gabrilli (PSD-SP);*
Eduardo Gomes (PL-TO);*
Mecias de Jesus (Republicanos-RR).

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