Hezbollah dispara 80 foguetes contra Israel e força milhões a buscarem abrigo; IDF intensifica ofensiva terrestre no Líbano

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A manhã de quinta-feira foi marcada por uma nova escalada de violência na fronteira norte de Israel. O grupo extremista Hezbollah, que conta com o apoio do Irã, disparou aproximadamente 80 foguetes contra o território israelense, deixando dois homens, de 34 e 85 anos, feridos em Kiryat Shmona. O ataque ocorreu em um momento sensível, coincidindo com as celebrações do primeiro dia da Páscoa judaica, o Pessach, e forçou centenas de milhares de cidadãos a buscarem proteção em abrigos antiaéreos. Este bombardeio sucede uma ofensiva ainda maior ocorrida no dia anterior, quando uma barragem de mísseis balísticos iranianos e foguetes libaneses já havia enviado milhões de pessoas para salas seguras durante as refeições rituais do Seder.

Em resposta imediata, as Forças de Defesa de Israel (IDF) intensificaram suas operações aéreas e terrestres, atingindo dezenas de alvos estratégicos no Líbano. Segundo o comando militar, a Força Aérea Israelense destruiu centros de comando, depósitos de armamentos, lançadores de foguetes e postos de mísseis antitanque. A operação também contou com o suporte da Marinha, que neutralizou um depósito de armas no sul do Líbano, enquanto as tropas terrestres mantiveram o avanço na região para desmantelar a infraestrutura operacional do grupo.

Operações terrestres e baixas militares

No terreno, as divisões das IDF reportaram confrontos diretos contra células do Hezbollah. A 91ª Divisão “Galileia” e a 36ª Divisão realizaram ataques coordenados que resultaram na morte de diversos operativos, incluindo indivíduos em motocicletas e outros grupos armados identificados durante as incursões. Paralelamente, as 146ª e 162ª divisões focaram na localização e destruição de arsenais e posições defensivas. Os militares israelenses destacam que, embora o Hezbollah dispare centenas de projéteis diariamente, a maioria é direcionada às tropas que operam em solo libanês, com uma parcela menor cruzando efetivamente a fronteira para atingir cidades israelenses.

O custo humano do conflito tem sido severo para ambos os lados. Israel confirmou a morte de dez soldados em combate no sul do Líbano, além de três vítimas civis no norte do país — duas por foguetes do Hezbollah e uma por um erro de artilharia das próprias forças israelenses. Do lado libanês, as IDF afirmam ter eliminado cerca de 900 operativos do grupo terrorista, incluindo uma parcela significativa da Força Radwan, sua unidade de elite, desde o início das hostilidades.

Estratégia de segurança e crise humanitária

O objetivo estratégico de Israel, segundo autoridades oficiais, é o estabelecimento de uma “zona de segurança” desmilitarizada que se estenda até o rio Litani. Esta zona tampão será mantida através de vigilância constante, poder de fogo e a presença de tropas terrestres em pontos estratégicos, visando eliminar a ameaça direta do Hezbollah contra as comunidades do norte de Israel. Até o momento, a inteligência israelense relata ter atingido mais de 2.500 alvos ligados à infraestrutura militar do grupo no Líbano.

Enquanto o embate militar prossegue, a situação humanitária no Líbano se agrava. Autoridades libanesas reportam que o número de mortos em decorrência dos ataques israelenses já ultrapassa 1.200 pessoas, embora esse dado não diferencie civis de combatentes armados. Além disso, a intensidade dos combates e dos bombardeios resultou no deslocamento forçado de aproximadamente 1,2 milhão de pessoas, que deixaram suas casas em busca de segurança longe das zonas de conflito ativo.

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