Forte terremoto no Oeste do Japão deixa feridos, danifica prédios e interrompe serviço de trens-bala
A região oeste de Chugoku, no Japão, foi sacudida na manhã de terça-feira por um terremoto de magnitude preliminar 6,2, conforme dados da Agência Meteorológica do Japão (JMA).
O abalo inicial, ocorrido às 10h18 a uma profundidade de 11 quilômetros, teve seu epicentro na província de Shimane, mas a força do tremor foi sentida em diversas áreas do oeste do país, disparando alertas imediatos em dispositivos móveis e transmissões de televisão.
Embora não haja registros oficiais de vítimas fatais ou danos catastróficos até o momento, a emissora NHK informou que cinco pessoas foram hospitalizadas e diversos edifícios sofreram avarias estruturais.
Intensidade sísmica e monitoramento de réplicas
Cidades como Matsue, Yasugi, Sakaiminato, Hino e Kofu registraram intensidade sísmica de grau 5, um nível considerado forte. Até o final da tarde de terça-feira, a região já havia contabilizado 21 tremores secundários, incluindo um abalo de magnitude 5,1.
A JMA destacou a ocorrência de um tremor de terra de “longa duração” em Tottori, o primeiro alerta deste tipo emitido desde o grande sismo na Península de Noto em janeiro de 2024. Este fenômeno, que causa vibrações prolongadas de vaivém, exige atenção especial em edifícios altos e grandes pontes.
Alerta para os próximos dias e resposta do governo
O especialista Ayataka Ebita, chefe da divisão de terremotos da JMA, alertou que a atividade sísmica permanece intensa e que novos tremores de magnitude superior a 5 podem ocorrer na próxima semana, especialmente nos próximos três dias.
Em pronunciamento oficial, a primeira-ministra Sanae Takaichi confirmou que o governo está em fase de avaliação da extensão total dos danos e garantiu que todos os esforços estão sendo feitos para garantir a segurança da população. Um gabinete de ligação foi prontamente instalado para coordenar a resposta à crise e monitorar as réplicas.
Segurança nuclear e infraestrutura de transporte
A situação das usinas nucleares é uma prioridade no protocolo de segurança japonês. A Autoridade de Regulação Nuclear informou que não foram detectadas irregularidades na Usina Nuclear de Shimane, localizada a cerca de 32 km do epicentro. A operadora Chugoku Electric Power segue verificando o impacto na unidade nº 2, que retomou as operações recentemente, em dezembro de 2024.
No setor de transportes, a linha de trem-bala Sanyo Shinkansen chegou a ser interrompida entre Okayama e Hiroshima devido a quedas de energia, mas os serviços foram normalizados durante a tarde. Rodovias importantes, como a Yonago e a Sanin, também sofreram interdições temporárias para inspeção.


