Flávio Bolsonaro bate o martelo e lança Guilherme Derrite como pré-candidato ao Senado por SP
A sucessão presidencial de 2026 começou a ganhar contornos definitivos em São Paulo com a confirmação de Guilherme Derrite (PP) como o candidato oficial da família Bolsonaro para o Senado. O anúncio foi feito por Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, logo após uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Derrite, que deixou o comando da Secretaria de Segurança Pública de Tarcísio de Freitas em dezembro com foco exclusivo nesta disputa, agora ocupa oficialmente uma das duas vagas da chapa, consolidando o apoio do grupo bolsonarista no maior colégio eleitoral do país.
O protagonismo de Derrite e a pauta de segurança
A escolha de Derrite não é apenas política, mas estratégica para o discurso de oposição. Recentemente, o deputado ganhou destaque como relator do Projeto de Lei antifacção na Câmara, aprovado sob sua liderança com alterações que geraram forte embate com o Governo Federal.
Ao propor a descentralização de verbas da Polícia Federal para estados e municípios, Derrite se posicionou como o principal antagonista da atual política de segurança de Lula, fortalecendo seu nome entre o eleitorado conservador que prioriza o combate ao crime organizado.
A reeleição de Tarcísio e a Segunda vaga em aberto
A chapa liderada pelo governador Tarcísio de Freitas, que buscará a reeleição, já tem seu primeiro pilar no Senado com Derrite, mas a segunda vaga segue como uma incógnita estratégica. Segundo Flávio Bolsonaro, a decisão sobre o segundo nome foi postergada a pedido do próprio ex-presidente, que prefere monitorar as pesquisas de intenção de voto e ouvir lideranças locais antes de bater o martelo. A participação de Eduardo Bolsonaro na escolha será determinante, uma vez que o critério inegociável é que o candidato seja alguém de extrema confiança da família.
A importância estratégica da renovação no Senado
A disputa de 2026 em São Paulo assume um peso nacional, já que a renovação de dois terços do Senado será o principal campo de batalha entre o governo e a oposição. Com 54 das 81 cadeiras em jogo, o controle da Câmara Alta é vital para a governabilidade ou para o processo de fiscalização do Executivo. Ao lançar um nome com o perfil de Derrite, o PL e o PP buscam garantir uma bancada ideologicamente alinhada e combativa, capaz de dar sustentação a uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro e manter a influência do bolsonarismo nas decisões legislativas mais sensíveis.