Filho do ultimo xá pede intervenção urgente de Trump no Irã em meio a protestos violentos que abalam o pais
Reza Pahlavi, filho do último monarca da Pérsia, Mohammad Reza Pahlavi, assumiu um papel central na atual onda de dissidência que atinge o Irã. Em um movimento estratégico, o herdeiro exilado utilizou suas redes sociais para enviar um comunicado urgente ao presidente Donald Trump.
No texto, Pahlavi descreve a situação como uma oportunidade crítica para o povo iraniano derrotar as forças de segurança e clama para que o governo dos Estados Unidos esteja pronto para uma intervenção direta. Segundo o líder opositor, a retórica agressiva de Washington tem servido como um freio à repressão violenta do regime, mas ele adverte que o tempo para uma ação decisiva está se esgotando.
A resistência de Teerã e o embate diplomático
A resposta do governo teocrático veio de forma contundente através do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei. Em pronunciamento oficial, Khamenei reafirmou a resiliência da República Islâmica, declarando que o país, erguido sobre o sacrifício de mártires, não se curvará a pressões externas ou tentativas de desestabilização.
O líder iraniano rebateu as ameaças americanas sugerindo que Donald Trump deveria focar nos problemas internos de sua própria nação, prevendo ainda que a “arrogância” do presidente norte-americano levaria à sua própria queda política.
Escalada da violência e a ambição de liderança
Enquanto a economia iraniana enfrenta um colapso cambial, as manifestações que começaram em dezembro ganharam uma nova e violenta dimensão. Após as convocações de Pahlavi, confrontos armados foram registrados em diversas localidades, incluindo Teerã e Kermanshah, resultando na morte de agentes de segurança estatais.
Em entrevista à imprensa internacional, Pahlavi reforçou sua prontidão para retornar ao país e assumir um papel de comando no que chamou de “batalha final”, afirmando que passou décadas se preparando para o momento de liderar a transição política em solo iraniano.


