FBI alerta que hackers iranianos miram infraestrutura crítica dos EUA e podem paralisar cidades
As principais agências de inteligência e segurança dos Estados Unidos emitiram um alerta urgente nesta terça-feira sobre uma onda de ataques cibernéticos orquestrados por hackers apoiados pelo governo do Irã. De acordo com o comunicado conjunto assinado por órgãos como FBI, NSA e CISA, os invasores estão explorando vulnerabilidades técnicas para comprometer a infraestrutura crítica do país. O foco da ofensiva atinge setores vitais, incluindo sistemas de abastecimento de água, redes de esgoto, fornecimento de energia e operações de governos locais, com o objetivo claro de provocar interrupções nos serviços públicos e severos prejuízos financeiros em solo americano.
As autoridades revelaram que os invasores miram especificamente os sistemas de controle e monitoramento de equipamentos industriais. Diversas organizações já reportaram incidentes envolvendo a manipulação de dados e interações maliciosas com arquivos de projetos sensíveis. O alerta destaca que a estratégia iraniana foca em dispositivos conhecidos como controladores lógicos programáveis, que funcionam como o centro operacional de infraestruturas complexas. Em resposta, o governo dos Estados Unidos solicitou que empresas e órgãos públicos revisem com urgência seus protocolos de segurança e busquem indicadores de comprometimento em suas redes para identificar atividades suspeitas atuais ou passadas.
Grupos vinculados à Guarda Revolucionária e retaliações
As investigações apontam que parte das investidas é conduzida pelo grupo “CyberAv3ngers”, também identificado como Shahid Kaveh Group, que possui ligações diretas com a estrutura de ataques cibernéticos da Guarda Revolucionária do Irã. Outras células, como o grupo Handala, também reivindicaram ações recentes, incluindo a invasão de sistemas de uma gigante da tecnologia médica nos Estados Unidos. Segundo os hackers, tais ataques seriam uma forma de retaliação direta a operações militares americanas, evidenciando como o campo de batalha digital tem sido utilizado para espelhar as tensões geopolíticas do mundo real.
Além das invasões a sistemas industriais, há registros de empresas do setor de saúde que tiveram o acesso às suas próprias redes bloqueado por ferramentas associadas a Teerã. Esse cenário de guerra digital ganha contornos ainda mais dramáticos devido ao contexto político atual. O alerta de segurança foi divulgado em um momento de extrema fragilidade diplomática, ocorrendo poucas horas após o presidente Donald Trump declarar que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”, em referência ao fim do prazo estipulado por Washington para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.