Explosões em refinaria de Lavan levam Irã a lançar mísseis contra vizinhos; regime alega violação de cessar-fogo por EUA e Israel
O recém-anunciado cessar-fogo entre Washington e Teerã enfrenta sua primeira e severa crise após uma série de explosões atingirem a refinaria da Ilha de Lavan, no sul do Irã. Segundo informações veiculadas pela emissora Press TV, a ofensiva teria sido coordenada pelos Estados Unidos e por Israel, configurando uma violação direta do acordo diplomático estabelecido poucas horas antes. Equipes de emergência e bombeiros seguem mobilizados no local para conter as chamas e isolar o perímetro atingido, enquanto agências de notícias locais, como a Mehr, confirmam que o incidente ocorreu em um intervalo crítico após o início oficial da trégua de duas semanas.
Divergências sobre a autoria e resposta militar
Apesar das acusações iranianas, o cenário internacional permanece marcado por negações e represálias imediatas. As Forças de Defesa de Israel (FDI) refutaram oficialmente qualquer envolvimento nas explosões da manhã desta quarta-feira, mantendo o mistério sobre a origem técnica das detonações. Em contrapartida, Teerã classificou o episódio como um “ataque covarde” e já iniciou uma contraofensiva de larga escala. O governo iraniano alega ter lançado drones e mísseis contra alvos no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos, escalando o conflito para uma dimensão regional que coloca em xeque a estabilidade do Golfo.
O frágil equilíbrio diplomático de Trump
O incidente ocorre em um momento de extrema sensibilidade política, apenas um dia após o presidente Donald Trump anunciar a aceitação de uma proposta de dez pontos apresentada pelo Irã para futuras negociações. O acordo havia sido selado no limite de um ultimato norte-americano que exigia a reabertura do Estreito de Ormuz sob ameaça de destruição total. Com as explosões em Lavan e a resposta militar imediata do Irã contra aliados dos EUA na região, o esforço diplomático que visava evitar um confronto direto parece estar à beira do colapso, restando agora a incerteza sobre o futuro do diálogo entre as potências.