Explosão solar massiva lança nuvem de plasma rumo à Terra; novas tempestades atingem o planeta nesta sexta
O início de 2026 foi marcado por um “espetáculo pirotécnico” vindo diretamente do centro do nosso sistema solar. Como se estivesse comemorando a conclusão de mais uma órbita da Terra, o Sol registrou uma forte erupção solar de magnitude 7,1, classificada como de nível R2 (moderada).
O fenômeno atingiu seu ápice às 13h51 UTC deste dia 1º de janeiro, sinalizando um período de intensa atividade na superfície da nossa estrela logo nas primeiras horas do ano.
Origem e registros do fenômeno
A instabilidade teve origem na mancha solar 4324, uma região ativa localizada no hemisfério norte do Sol, posicionada a poucos graus a leste do seu meridiano central. Logo após a explosão, centros de monitoramento detectaram emissões de rádio dos tipos II e IV.
Além disso, imagens capturadas pelo coronógrafo SOHO/LASCO confirmaram que o evento resultou em uma Ejeção de Massa Coronal (EMC), lançando uma nuvem de plasma e partículas carregadas em direção ao espaço.

Previsão de impactos na Terra
Embora a explosão tenha sido visualmente impressionante, os especialistas indicam que a maior parte da trajetória dessa massa solar está direcionada para o nordeste em relação à posição da Terra. As análises mostram um contorno de “halo” tênue, o que sugere que o nosso planeta sentirá apenas um efeito colateral.
A previsão é de que um impacto oblíquo ocorra no final da sexta-feira, dia 2 de janeiro. Devido à natureza da ejeção, a expectativa é de que o fenômeno cause apenas tempestades geomagnéticas leves, de grau G1, sem grandes riscos para as redes elétricas ou sistemas de comunicação.


