Ex-príncipe britânico Andrew acaba preso após novos desdobramentos do escândalo Epstein

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Em um desdobramento que abala a estrutura da monarquia britânica, o ex-príncipe Andrew foi detido pela Polícia de Vale do Tâmisa sob a acusação de má conduta em cargo público. A operação ocorreu no dia em que o ex-membro da realeza completava 66 anos.

Segundo as autoridades, a prisão é resultado de uma revisão minuciosa de alegações surgidas a partir dos arquivos de Jeffrey Epstein, indicando que Andrew teria utilizado sua posição como enviado comercial do Reino Unido para fornecer informações confidenciais ao financista americano.

Detalhes da operação policial

A corporação confirmou a detenção de um homem de aproximadamente 60 anos na região de Norfolk, informando ainda que buscas estão sendo realizadas em propriedades nos condados de Berkshire e Norfolk. Embora a polícia siga as diretrizes nacionais de não divulgar formalmente o nome do suspeito enquanto ele permanece sob custódia, as reportagens da BBC e do The Telegraph confirmam a identidade do ex-duque.

O Palácio de Buckingham já havia indicado anteriormente que o Rei Charles III apoia a cooperação total com as investigações policiais envolvendo seu irmão mais novo.

Histórico de controvérsias e conexões com Epstein

As suspeitas de vazamento de dados estratégicos somam-se a um histórico já denso de escândalos ligados à rede de tráfico sexual de Epstein. Andrew já enfrentou acusações graves de agressão sexual movidas por Virginia Giuffre, caso encerrado após um acordo civil extrajudicial.

Recentemente, a divulgação de novos arquivos judiciais trouxe à tona imagens de Andrew na mansão de Epstein em Nova York, acompanhado de uma mulher que foi posteriormente identificada como vítima de tráfico.

O declínio do ex-duque de York

A derrocada de Andrew Mountbatten-Windsor culminou, em outubro passado, na perda de seus títulos oficiais e na expulsão de sua residência no Royal Lodge, em Windsor. O isolamento do antigo príncipe é reflexo direto de sua estreita ligação com figuras como Ghislaine Maxwell, condenada a 20 anos de prisão por facilitar os crimes sexuais de Epstein. Atualmente, o foco das autoridades concentra-se na possível exploração de sua função pública para benefícios ilícitos, o que fundamenta a atual investigação de má conduta.

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