Ex-príncipe Andrew deixa custódia policial após interrogatório sobre conexões com Jeffrey Epstein

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O ex-príncipe Andrew deixou a custódia policial em Aylsham, Norfolk, após um período de quase 12 horas de detenção. O integrante da família real britânica havia sido detido sob suspeita de má conduta em cargo público.

Ao abandonar a delegacia em um veículo, Andrew foi visto reclinado no banco traseiro, em uma aparente tentativa de evitar o registro dos fotógrafos e equipes de imprensa que aguardavam no local. Até o momento, as autoridades policiais optaram por não divulgar detalhes adicionais sobre o progresso das investigações ou as condições da soltura.

As bases da investigação

A prisão é o desdobramento de uma revisão detalhada conduzida pela polícia sobre alegações surgidas nos arquivos do caso Jeffrey Epstein. O foco das autoridades recai sobre o período em que Andrew atuava como enviado comercial do Reino Unido.

Suspeita-se que, durante o exercício de suas funções oficiais, ele teria compartilhado informações confidenciais com o financista, que era um criminoso sexual condenado.

O declínio da imagem real

A situação jurídica de Andrew Mountbatten-Windsor agravou-se consideravelmente desde o ano passado. Em outubro, o antigo Duque de York foi formalmente destituído de seus títulos e expulso do Royal Lodge, sua residência oficial em Windsor. As medidas drásticas foram tomadas pela Coroa após o desgaste provocado por sua proximidade com Epstein e a sucessão de escândalos midiáticos.

Conexões com o caso Maxwell

Além da relação direta com o magnata falecido, Andrew mantinha vínculos estreitos com Ghislaine Maxwell. Atualmente, Maxwell cumpre uma sentença de 20 anos de prisão por conspirar com Epstein em uma rede de tráfico sexual de menores que operou por quase uma década.

A investigação atual busca esclarecer se a conduta do ex-membro da realeza ultrapassou os limites éticos e legais durante esse convívio.

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