EUA vão iniciar ataques por terra contra cartéis no México, afirma Trump

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Em uma nova escalada na retórica de segurança nacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na última quinta-feira que o país iniciará operações terrestres contra cartéis de drogas. A declaração ocorre após o que o governo classifica como incursões marítimas bem-sucedidas no Oceano Pacífico e no Mar do Caribe.

Durante entrevista ao apresentador Sean Hannity, da Fox News, o republicano justificou a medida alegando que os grupos criminosos detêm o controle de fato sobre o território mexicano.

Sem detalhar o plano operacional, Trump pintou um cenário alarmante sobre a situação do país vizinho, mencionando que a violência ligada ao tráfico é responsável por centenas de milhares de mortes anualmente. Segundo o presidente, os esforços navais anteriores conseguiram interceptar quase a totalidade dos entorpecentes que chegavam por via marítima, o que agora motivaria a mudança de foco para o combate direto por terra.

Tensões diplomáticas e precedentes regionais

A sinalização de uma intervenção em solo mexicano surge em um momento de alta tensão geopolítica na América Latina. Recentemente, Washington conduziu uma operação militar que resultou na detenção de Nicolás Maduro, na Venezuela. Nesse contexto, a Casa Branca emitiu alertas indicando que outras nações, como Cuba e Colômbia, também estão sob vigilância. Trump reiterou sua disposição em agir contra o México, insistindo na tese de que o governo local foi suplantado pelo poder das organizações criminosas, embora não tenha apresentado evidências específicas para sustentar a afirmação.

A resposta do governo mexicano

A reação da Cidade do México foi imediata, buscando equilibrar a diplomacia com a soberania nacional. A presidente Claudia Sheinbaum defendeu publicamente uma relação baseada na cooperação institucional e no entendimento mútuo, rejeitando qualquer cenário de submissão às diretrizes de Washington.

Apesar das ameaças de intervenção direta feitas pelo líder americano, Sheinbaum pontuou que os canais de comunicação entre os dois países permanecem abertos e que existe uma coordenação contínua em questões de segurança fronteiriça.

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