EUA preparam envio de segundo porta-aviões ao Oriente Médio após Trump dar ultimato ao Irã

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O cenário de tensão no Oriente Médio ganhou novos contornos estratégicos após o Pentágono ordenar a preparação de um segundo grupo de ataque de porta-aviões para a região.

De acordo com informações reveladas pelo Wall Street Journal e baseadas em relatos de autoridades americanas, a mobilização ocorre em um momento de endurecimento do discurso de Washington.

O presidente Donald Trump confirmou a possibilidade da manobra em entrevista à emissora N12, ressaltando que os Estados Unidos possuem uma armada já posicionada e outra pronta para seguir o mesmo caminho caso o diálogo com a República Islâmica não prospere.

Trump impõe ultimato e menciona o uso da força contra o Irã

Em suas declarações, o presidente Trump vinculou o reforço militar ao sucesso ou fracasso das negociações nucleares. Ao afirmar que o país está pronto para agir caso os acordos falhem, o mandatário relembrou episódios de confronto anteriores, citando a “Operação Martelo da Meia-Noite” como um exemplo das consequências sofridas pelo Irã em crises passadas.

Segundo Trump, a escolha para Teerã reside entre a concretização de um novo acordo ou o enfrentamento de medidas “muito difíceis”, reforçando que a presença militar é o que, em sua visão, tem garantido a estabilidade na região.

Preparativos logísticos e aceleração de exercícios militares

Embora uma diretriz oficial ainda dependa de trâmites finais, fontes militares indicam que a ordem formal de mobilização pode ocorrer em poucas horas. O porta-aviões USS George HW Bush, que realiza treinamentos na costa da Virgínia, é o principal candidato ao deslocamento e pode ter seus exercícios acelerados para partir em até duas semanas.

Atualmente, os EUA já mantêm o USS Lincoln e outras embarcações de apoio estacionadas no Oriente Médio, formando uma barreira de dissuasão que pode ser dobrada com a chegada do novo contingente vindo da Costa Leste americana.

Alinhamento com Israel e o futuro das negociações nucleares

Paralelamente à movimentação de tropas, o campo diplomático também registrou atividades intensas com a reunião entre Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O encontro teve como foco a definição das “linhas vermelhas” em relação ao programa nuclear iraniano.

Após a conversa, Trump utilizou a rede Truth Social para reiterar sua insistência na continuidade das negociações, embora tenha deixado claro que nada definitivo foi selado. O presidente destacou que a paz na região depende do comportamento iraniano diante das exigências internacionais e da força de dissuasão americana.

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