EUA planejam ataques de precisão contra comandantes iranianos após repressão a protestos

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O governo dos Estados Unidos avalia a possibilidade de realizar ataques de precisão direcionados a altos funcionários e comandantes militares do Irã. A medida seria uma resposta direta à repressão violenta contra manifestantes durante a onda de protestos antigovernamentais que atingiu o país entre o final de dezembro e o início de janeiro.

De acordo com informações obtidas pelo portal Middle East Eye junto a uma fonte diplomática do Golfo, o planejamento militar foca especificamente nas autoridades consideradas responsáveis pelas mortes ocorridas em solo persa. Embora o cronograma oficial ainda seja flexível, há indicações de que a ofensiva poderia ser deflagrada ainda esta semana.

Divergências internas e o risco de retaliação

Apesar da disposição militar, os bastidores da Casa Branca revelam um cenário de profunda incerteza. Relatos descrevem as discussões dentro da administração de Donald Trump como “caóticas”, marcadas por um intenso debate sobre os riscos geopolíticos envolvidos.

O principal ponto de fricção reside no temor de uma contraofensiva iraniana, que poderia desencadear um ciclo de violência imprevisível na região. O governo americano vem ponderando essas opções há quase um mês, tentando equilibrar a necessidade de uma resposta punitiva com a manutenção da estabilidade no Oriente Médio.

O recuo estratégico e a pressão diplomática

Recentemente, o presidente Trump demonstrou sinais de hesitação após ter adotado uma retórica agressiva que incentivava manifestantes a ocuparem instituições estatais. O tom mudou quando o mandatário afirmou publicamente que as mortes no Irã haviam cessado, o que foi interpretado por muitos como um desaquecimento dos planos de intervenção.

Esse recuo teria sido motivado por uma forte pressão diplomática exercida por aliados do Golfo, incluindo Arábia Saudita, Catar e Omã, que temem os impactos colaterais de um conflito direto. Contudo, analistas e ex-funcionários consultados alertam que a postura atual de Trump pode representar apenas uma pausa tática, e não o cancelamento definitivo de uma futura ação militar.

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