EUA enviam frota de caças furtivos F-22 para Israel e elevam prontidão de guerra contra o Irã

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Uma frota de doze caças furtivos F-22 Raptor, pertencentes à Força Aérea dos Estados Unidos, aterrissou nesta terça-feira em uma base aérea no sul de Israel. De acordo com informações do jornal The Times of Israel, o deslocamento faz parte de um robusto reforço militar promovido por Washington no Oriente Médio. As aeronaves partiram da base britânica da Royal Air Force em Lakenheath, onde permaneceram retidas por alguns dias devido a contratempos logísticos envolvendo os aviões de reabastecimento que integram o comboio.

Objetivos estratégicos e tensão regional

A missão principal dessas aeronaves de quinta geração, conforme relatado pela mídia israelense e pela agência Andalou, consiste em operações de penetração em territórios hostis para a neutralização de radares e sistemas de defesa aérea. Este movimento ocorre em um cenário de escalada diplomática e militar, sob a gestão do presidente Donald Trump, que avalia possíveis ações contra o Irã. Dados da Military Air Tracking Alliance indicam que o fluxo de aeronaves militares para a região tem sido intenso desde fevereiro, incluindo dezenas de caças e centenas de voos de carga e reabastecimento.

Cerco naval e demonstração de força

Além do componente aéreo, a presença naval norte-americana foi significativamente ampliada. Recentemente, a Casa Branca ordenou o envio do USS Gerald R. Ford, o mais moderno porta-aviões de propulsão nuclear do mundo, para se juntar ao grupo de ataque do USS Abraham Lincoln que já opera na área. Esta concentração de poder de fogo visa pressionar Teerã em relação aos seus programas nucleares e de mísseis balísticos, evidenciando uma estratégia de dissuasão máxima por parte de Washington.

A resposta de Teerã e o impasse diplomático

Em contrapartida, o governo iraniano mantém uma postura de resistência, reafirmando que qualquer “erro estratégico” dos Estados Unidos será respondido com golpes severos. O Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, defende o enriquecimento de urânio como um direito inalienável do país sob as normas internacionais.

Enquanto isso, emissários do governo Trump, como o enviado especial Steve Witkoff, expressam frustração com a resiliência iraniana. Em declarações recentes, Witkoff questionou a eficácia da pressão naval em forçar uma capitulação definitiva de Teerã, admitindo a complexidade de levar o país persa à mesa de negociações nos termos exigidos pelos americanos.

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