EUA enviam “Força 911” ao Oriente Médio para romper bloqueio no Estreito de Ormuz
Os Estados Unidos oficializaram o envio de um contingente militar de elite para o Oriente Médio, intensificando sua presença na região do Estreito de Ormuz. De acordo com informações do jornal The Telegraph, a mobilização envolve a 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais (MEU), uma força de resposta rápida composta por 2.500 militares altamente qualificados. Este grupo possui treinamento especializado para operações multifuncionais, abrangendo combates anfíbios, terrestres e aéreos, além de oferecer suporte logístico robusto em cenários de alta complexidade.
A “Força 911” e o Controle do Estreito
A “Força 911” e o controle do Estreito
A redistribuição desta unidade, comumente baseada em Okinawa, no Japão, e apelidada de “Força 911”, sinaliza uma tentativa direta do Pentágono de retomar a influência sobre o Estreito de Ormuz. A passagem marítima, vital para o comércio global, encontra-se bloqueada pelo Irã, que justifica a medida como uma retaliação a ações conjuntas de Estados Unidos e Israel. Em resposta à movimentação ocidental, o Ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou categoricamente que a via permanece fechada para aqueles que o país classifica como inimigos.
O poder bélico do USS Tripoli
A espinha dorsal desta operação marítima é o navio de assalto anfíbio USS Tripoli, que serve como base para a força de elite. A embarcação é equipada com tecnologia de ponta, transportando caças F-35B Lightning II, aeronaves MV-22 Osprey e helicópteros de ataque. Esse arsenal confere aos fuzileiros navais a capacidade de realizar incursões rápidas e precisas, tanto em território terrestre quanto em alvos marítimos, elevando a tensão sobre possíveis confrontos diretos na região.
A chegada da 31ª MEU pode marcar o início de uma nova e mais agressiva fase do conflito, sugerindo o potencial início de operações terrestres. Analistas militares apontam que os fuzileiros poderiam conduzir ataques estratégicos em ilhas próximas ao estreito, locais onde o Irã teria posicionado lanchas rápidas carregadas de minas navais. Dados do portal Naval News corroboram a urgência da missão; imagens de satélite registradas em 15 de março mostram o USS Tripoli navegando em alta velocidade pelo Mar da China Meridional, escoltado por dois destróieres da classe Arleigh Burke, em direção ao teatro de operações.