EUA e Israel intensificam bombardeios no Irã: Trump confirma morte de 48 líderes e do ex-presidente Ahmadinejad

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A campanha militar liderada por Estados Unidos e Israel contra o Irã entrou em seu segundo dia de ataques intensivos, consolidando um cenário de conflito regional sem precedentes e sem desfecho previsível.

A ofensiva, iniciada na manhã de sábado, visa a mudança de regime em Teerã e já resultou na morte de figuras centrais da cúpula iraniana, incluindo o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Mahmoud Ahmadinejad

A escalada militar ocorre sob uma retórica de força total vinda de Washington, enquanto o governo iraniano promete retaliações que já atingem infraestruturas críticas em países vizinhos.

A queda da cúpula iraniana e o objetivo de regime change

O presidente Donald Trump confirmou a eliminação de 48 integrantes do alto escalão do governo iraniano durante as operações aéreas. Segundo o republicano, o sucesso da missão decorre da utilização de sistemas de inteligência sofisticados que impediram qualquer tentativa de fuga das lideranças.

Trump classificou Khamenei como uma das figuras mais perversas da história e apelou diretamente à população iraniana para que retome o controle do país. Apesar da devastação na liderança, o governo interino em Teerã, liderado momentaneamente por Mohammad Baqer Ghalibaf, afirmou que o país não recuará e que os agressores “pagarão o preço” por cruzarem linhas vermelhas.

Caos na aviação e impactos econômicos globais

A resposta iraniana não tardou e expandiu o teatro de operações para além de suas fronteiras. Bases militares americanas e infraestruturas civis em estados do Golfo, como Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, foram alvos de mísseis.

Em Dubai, o aeroporto internacional — o mais movimentado do mundo para viagens internacionais — permanece fechado após danos severos, assim como o icônico hotel Burj Al Arab. O setor de energia também está sob alerta máximo: a marinha iraniana anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, passagem vital para o petróleo global, o que gera temores imediatos de uma crise econômica mundial e disparada nos preços dos combustíveis.

Tragédia civil e o coração de Teerã sob ataque

Enquanto as Forças de Defesa de Israel concentram ataques no “coração de Teerã” para aniquilar defesas aéreas, o custo humano da operação começa a emergir. O episódio mais grave até o momento foi registrado na cidade de Minab, onde um ataque a mísseis contra uma escola primária feminina deixou 148 mortos e quase uma centena de feridos.

O embaixador iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, denunciou que bairros residenciais estão sendo deliberadamente atingidos. No Irã, o sentimento da população divide-se entre o terror dos bombardeios e a esperança de opositores por uma mudança política, embora o poder da Guarda Revolucionária ainda represente um pilar de sustentação para a estrutura sobrevivente do regime.

Reações internacionais e o futuro das negociações

A ofensiva provocou ondas de choque no mundo islâmico, com protestos violentos registrados no Paquistão e no Iraque, resultando em mortes em confrontos próximos a sedes diplomáticas americanas. O secretário de Defesa britânico, John Healey, alertou para os riscos de ataques retaliatórios indiscriminados, classificando a situação como extremamente grave.

Em um movimento diplomático confuso, Trump mencionou à imprensa que a nova liderança iraniana teria sinalizado interesse em dialogar, e que ele concordou em conversar, embora tenha ressaltado que muitos dos negociadores anteriores foram mortos nos recentes ataques.

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