EUA e Israel bombardeiam usina nuclear iraniana e Rússia alerta para ‘catástrofe iminente’
A tensão no Oriente Médio escalou na manhã deste sábado com um novo bombardeio contra a instalação nuclear de Bushehr, no Irã. Segundo informações divulgadas pela agência de notícias Tasnim, a operação foi realizada de forma conjunta pelas forças dos Estados Unidos e de Israel. O impacto de um projétil nas proximidades do perímetro de segurança resultou na morte de um guarda e causou danos estruturais a um dos edifícios auxiliares da planta, atingido pela onda de choque e por estilhaços.
Apesar da gravidade do incidente e dos danos materiais relatados nos prédios de apoio, o funcionamento da usina não foi totalmente comprometido. Avaliações preliminares conduzidas por técnicos locais indicam que as seções vitais do complexo permanecem intactas, permitindo que as operações sigam sem interrupções imediatas. Este evento marca o quarto ataque direto contra a infraestrutura nuclear iraniana desde o início da ofensiva coordenada entre Washington e Tel Aviv.
Reações internacionais e riscos de desastre
O governo russo, que atua como principal parceiro tecnológico da instalação por meio da corporação estatal Rosatom, manifestou forte repúdio à ação militar. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia reiterou as críticas que já vinha fazendo desde ataques similares ocorridos no final de março, classificando as investidas como uma tentativa deliberada de provocar um desastre nuclear de grandes proporções.
Para Moscou, as ações dos aliados ocidentais buscam mascarar as consequências humanitárias do conflito, que já resultou em diversas vítimas civis no Irã. As autoridades russas alertam que a persistência desses bombardeios em áreas de alta sensibilidade atômica demonstra uma determinação perigosa em causar uma catástrofe regional para justificar os atos criminosos cometidos durante a campanha militar.