EUA e Israel bombardeiam complexos militares no Irã; Teerã sofre blecaute após explosões

Compartilhe

Um registro em vídeo que circula amplamente nas redes sociais capturou o momento exato de um ataque aéreo coordenado entre as forças dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano. As imagens mostram uma explosão de grandes proporções iluminando o céu noturno, com informações preliminares indicando que o impacto ocorreu no complexo petroquímico da cidade de Tabriz, um ponto crucial da infraestrutura industrial do país.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram nesta segunda-feira que a ofensiva atingiu aproximadamente 40 locais de produção de armamentos em Teerã nos últimos dois dias. De acordo com o comunicado oficial das Forças Armadas, foram lançadas mais de 80 munições de precisão contra instalações de pesquisa e desenvolvimento. O foco da operação foi desarticular a cadeia de suprimentos responsável pela criação de armas utilizadas em ataques diretos contra o território israelense.

ulação de mísseis e tecnologia de ponta

Entre os alvos priorizados pela inteligência militar estavam fábricas dedicadas à montagem de mísseis terra-ar de longo alcance e componentes essenciais para projéteis antitanque e antiaéreos de pequeno porte. Além disso, as investidas focaram na destruição de unidades de fabricação de motores para mísseis balísticos. Em uma ação específica durante o fim de semana, a Força Aérea de Israel atingiu um local considerado “crítico” pelo Ministério da Defesa do Irã para a produção de componentes de mísseis, sendo este um dos únicos dois complexos com tal capacidade em todo o país.

O balanço das operações também inclui a destruição de armazéns de estocagem, fábricas de motores para drones e centros de desenvolvimento de defesa aérea. A estratégia visa neutralizar a capacidade ofensiva iraniana a médio e longo prazo, atingindo o coração tecnológico de seu programa militar.

Universidades como fachada para fins militares

Ainda na segunda-feira, as IDF anunciaram ataques contra diversas instalações da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) situadas dentro da Universidade Imam Hossein. A instituição, uma das mais proeminentes do regime, estaria sendo utilizada como fachada civil para atividades militares clandestinas. Segundo o exército israelense, o campus abrigava centros de pesquisa avançada para o desenvolvimento de armamentos.

No interior da universidade, os ataques destruíram túneis de vento utilizados em testes de mísseis balísticos e um centro químico voltado para a criação de substâncias de uso bélico. As autoridades ressaltaram que a universidade e seus principais diretores já eram alvo de sanções internacionais devido aos vínculos comprovados com a Guarda Revolucionária.

Impacto na infraestrutura e blecaute em Teerã

A ofensiva resultou em consequências imediatas para a população civil e a infraestrutura urbana. Relatos de quedas de energia foram confirmados em Teerã e na cidade de Karaj após uma torre de alta tensão na província de Alborz ser atingida por estilhaços durante as incursões. A estrutura sofreu danos significativos, provocando cortes no fornecimento de eletricidade em diversas áreas.

Enquanto as equipes de manutenção trabalham para restabelecer a energia nas regiões afetadas, o clima na capital iraniana permanece de alerta máximo. O governo local ainda não detalhou a extensão total dos prejuízos econômicos causados pelos ataques aos centros petroquímicos e industriais.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

www.clmbrasil.com.br