EUA e Israel bombardeiam complexo nuclear de Natanz; Irã retalia com mísseis contra Dimona deixa diversos feridos
Um novo capítulo de alta tensão se desenhou no Oriente Médio neste sábado, com relatos de um ataque estratégico das forças dos Estados Unidos contra a instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, no Irã. A operação ocorre em um contexto de ofensiva contínua das forças aéreas americanas e israelenses contra alvos do regime iraniano, visando desmantelar capacidades nucleares e de mísseis balísticos. Segundo informações da emissora israelense Kan, as forças dos EUA utilizaram bombas antibunker para atingir o complexo Shahid Ahmadi-Roshan. Embora as Forças de Defesa de Israel (IDF) tenham evitado comentar as atividades americanas, fontes indicam que a ação repete padrões de junho de 2025, quando armamentos de alta potência, como as GBU-57 Massive Ordnance Penetrator, foram empregados contra instalações subterrâneas profundas.
Impactos técnicos e vigilância internacional
Apesar da gravidade da ofensiva, especialistas técnicos e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) trouxeram atualizações sobre a integridade radiológica da região. Relatos iniciais da mídia iraniana e vistorias locais indicam que não houve vazamento de radiação, garantindo que os moradores do entorno não correm risco imediato. O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, manifestou preocupação e pediu moderação militar para evitar acidentes nucleares catastróficos. A agência confirmou danos parciais em edifícios de entrada da Usina de Enriquecimento de Combustível (FEP) de Natanz, baseando-se em imagens de satélite recentes, mas reiterou que o estoque crítico de urânio enriquecido a 60% permanece em túneis profundos. A Rússia, através do seu Ministério das Relações Exteriores, condenou o ataque, classificando-o como uma violação do direito internacional.
A ofensiva em Teerã e o alvo na infraestrutura de mísseis
Paralelamente ao ataque em Natanz, as forças israelenses intensificaram os bombardeios contra a capital, Teerã. As IDF confirmaram ter atingido dezenas de alvos estratégicos ligados à Guarda Revolucionária Islâmica e ao Ministério da Defesa iraniano. A operação mirou especificamente fábricas de componentes de mísseis balísticos, depósitos de combustível e sistemas de defesa aérea. O objetivo declarado por Israel e pelos EUA, desde o início da campanha em 28 de fevereiro, é desestabilizar o regime e neutralizar sua capacidade de projetar poder através de mísseis. As autoridades israelenses alertaram que o ritmo e a intensidade desses ataques devem aumentar nos próximos dias.
Retaliação e caos no território israelense
A resposta iraniana e de seus aliados foi imediata e atingiu diversas frentes em Israel. No sul, a cidade de Dimona — que abriga a principal instalação nuclear israelense — foi alvo de um míssil iraniano, resultando no desabamento de um edifício e deixando dezenas de feridos.
O Hospital Soroka relatou o atendimento de feridos graves, incluindo uma criança e uma mulher. No norte, o Hezbollah lançou uma chuva de foguetes que deixou pelo menos 19 feridos, além de causar incêndios em residências em Kfar Vradim.
A região central também não foi poupada; um suposto míssil de fragmentação atingiu um jardim de infância em Rishon Lezion, na área de Gush Dan.
O cenário é de alerta máximo, com equipes de resgate trabalhando em múltiplos locais atingidos enquanto o conflito se expande para além das fronteiras estritamente militares.