EUA avisam vizinhos: países que não isolarem China e Rússia enfrentarão o poderio militar americano
O Departamento de Guerra dos Estados Unidos oficializou uma mudança drástica em sua postura geopolítica com a publicação da nova Estratégia Nacional de Defesa.
O documento, assinado pelo secretário Pete Hegseth, estabelece o que o governo chama de “Corolário Trump” à Doutrina Monroe, reafirmando o Hemisfério Ocidental como zona de influência exclusiva norte-americana.
A diretriz deixa claro que Washington pretende barrar a presença de rivais como Rússia e China na região, estendendo a vigilância do Ártico à América do Sul. Para garantir essa dominância, a gestão Trump sinaliza que está disposta a utilizar o poderio militar contra nações vizinhas que obstruam seus objetivos ou se recusem a colaborar com as metas de segurança de Washington.
Soberania regional e ação militar unilateral
A nova estratégia utiliza a recente Operação Resolução Absoluta, que resultou na queda de Nicolás Maduro na Venezuela, como o modelo de eficiência a ser replicado. O governo norte-americano enfatiza que, embora prefira a cooperação baseada na boa-fé com parceiros do Canadá à América Latina, manterá a prerrogativa de realizar intervenções “focadas e decisivas” para proteger seus interesses comerciais e militares.
O foco principal recai sobre pontos estratégicos vitais, como o Canal do Panamá, o Golfo da América e a Groenlândia, áreas consideradas essenciais para a manutenção do controle econômico e da segurança nacional dos Estados Unidos.
Contenção da China e a paz pela força
No cenário global, o documento define a China como o principal competidor, mas propõe uma estratégia de “deter sem confrontar”. A ideia é alcançar um equilíbrio de poder no Indo-Pacífico que force Pequim a aceitar termos favoráveis aos americanos sem a necessidade de uma guerra direta ou mudança de regime.
Através do aumento da presença militar entre o Japão e as Filipinas, os EUA buscam um arranjo de coexistência onde a China seja contida em sua própria esfera. Enquanto isso, o governo Trump planeja delegar a contenção da Rússia e da Coreia do Norte aos seus aliados da OTAN e parceiros asiáticos, permitindo que as forças americanas se concentrem em suas prioridades domésticas e regionais.
Fronteiras blindadas e combate ao narcoterrorismo
Internamente, a política de defesa prioriza o conceito de “paz por meio da força” começando nas próprias fronteiras. O plano exige que México e Canadá assumam maior responsabilidade no bloqueio da imigração ilegal e no combate ao que Washington classifica como “narcoterrorismo”.
Os EUA reservam-se o direito de realizar ataques militares diretos contra organizações criminosas em qualquer lugar das Américas, tratando o tráfico de drogas como uma ameaça militar de primeira ordem. Complementando essa blindagem, o projeto do Domo de Ouro e a modernização do arsenal nuclear buscam garantir que o território americano permaneça impenetrável, enquanto a indústria militar do país passa por um processo de retomada e fortalecimento.


