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EUA avaliam ataque militar contra a Venezuela em meio à mobilização de porta aviões e navios americanos no Caribe

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Os Estados Unidos não descartaram a possibilidade de usar força militar contra a Venezuela, em um momento de crescente tensão entre os dois países. A declaração foi feita pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante uma coletiva de imprensa na última quinta-feira.

Respondendo a uma pergunta sobre a possibilidade de ataques militares contra a Venezuela, Leavitt afirmou que o presidente Donald Trump “está disposto a usar todos os recursos” para “interromper o fluxo de drogas”. A porta-voz, no entanto, evitou dar detalhes sobre a possibilidade de uma ação militar, afirmando que não se anteciparia a nenhuma decisão do presidente.

Tensão crescente e acusações

As relações entre os países se deterioraram ainda mais no último mês. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, aumentou a recompensa por informações que levem à captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões. Washington acusa Maduro de liderar um cartel de drogas, mas não apresentou provas para a acusação.

A situação se agravou com o envio de forças militares dos EUA para o sul do Mar do Caribe com o objetivo de combater o tráfico internacional de drogas. A medida gerou preocupação em diversos líderes internacionais, que a interpretaram como um pretexto para uma ação militar e violação da soberania venezuelana.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, criticou o que chamou de “notícias falsas” que retratam o país como um narcoestado. Segundo ele, a narrativa seria uma forma de “forçar um colapso interno” na Venezuela.

Reação de Caracas e apoio internacional

Em resposta às ameaças dos EUA, o presidente Nicolás Maduro anunciou um “plano especial” para mobilizar 4,5 milhões de milicianos “em todo o território nacional”. O presidente venezuelano também anunciou que serão realizados dois novos treinamentos para defender a soberania do país.

Países como México, Colômbia, Bolívia, Cuba, Rússia, China e Irã rejeitaram a possibilidade de uma ação militar americana na América do Sul sob o pretexto de combate ao narcotráfico. Maduro agradeceu as “demonstrações de solidariedade” que seu governo recebeu de outros países.

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