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Espanha atinge 46°C e Turquia ordena evacuação de 50 mil enquanto Europa derrete sob o calor extremo

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Uma intensa onda de calor assola o sul da Europa, com termômetros atingindo impressionantes 46°C na Espanha, colocando quase toda a França em alerta. Portugal, Itália e Grécia também enfrentam temperaturas extremas, marcando a primeira grande onda de calor do verão europeu, agravada pela poluição de combustíveis fósseis.

A situação levou autoridades a emitir novos alertas de saúde e mobilizar bombeiros para combater incêndios florestais. Na Turquia, mais de 50.000 pessoas foram evacuadas devido aos focos de incêndio.

António Guterres, secretário-geral da ONU, alertou: “O calor extremo já não é um acontecimento raro – tornou-se a nova normalidade.”

Em Portugal, registrou-se 46,6°C em Mora, podendo ser um novo recorde para junho. A Espanha deve manter temperaturas acima de 40°C por dias, com noites em 25°C, preocupando médicos pela sobrecarga ao corpo humano. Na Itália, 21 das 27 cidades estão em alerta máximo, e internações hospitalares em regiões como a Toscana aumentaram 20%.

Pela primeira vez na história, a França ativou alertas de calor em quase todo o seu território continental, com 88% das áreas administrativas sob alerta laranja. O governo pediu que empresas adaptem o horário de trabalho e 200 escolas serão fechadas. O primeiro incêndio do verão francês já consumiu 400 hectares, exigindo evacuações.

Recordes de temperatura foram quebrados na Espanha: 46°C em El Granado, superando os 45,2°C de 1965 em Sevilha. O domingo foi o 29 de junho mais quente já registrado no país.

A onda de calor também se estende para o norte. A Alemanha enfrenta risco de incêndios florestais, com cidades limitando o uso de água e temperaturas próximas dos 40°C. No Reino Unido, Londres e o sudeste podem atingir 34°C, gerando desconforto para quem trabalha ao ar livre ou participa de eventos.

Climatologistas urbanos alertam que cidades como Londres são mais suscetíveis ao calor extremo devido ao concreto e asfalto, que amplificam a radiação solar.

Organizações como a Cruz Vermelha estão apoiando o combate a incêndios e distribuindo água a vulneráveis. Estima-se que o calor extremo cause meio milhão de mortes anuais globalmente, com idosos e pessoas com doenças crônicas sendo os mais afetados.

A causa desse fenômeno é uma “cúpula de calor” que aprisiona ar quente, exacerbada por uma onda de calor marinha no Mediterrâneo, que está 5°C acima do normal. O Dr. Michael Byrne, climatologista, explica que a Europa, já 2°C mais quente que na era pré-industrial, intensifica os efeitos dessas cúpulas.

Médicos em todo o continente pedem que a população se hidrate, use roupas leves e verifique vizinhos vulneráveis. Pesquisadores preveem que o calor perigoso na Europa causará de 8.000 a 80.000 mortes adicionais até o final do século.

Guterres conclui: “O planeta está ficando mais quente e mais perigoso. Nenhum país está imune.”

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