Escalada total: conflito Israel- EUA contra Irã se alastra por todo o Oriente Médio e ameaça economia global
A guerra no Oriente Médio sofreu uma intensificação drástica nesta segunda-feira, após a ofensiva conjunta liderada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. O cenário é de destruição em larga escala, com bombardeios atingindo alvos em pelo menos nove nações.
Em Teerã, a Sociedade do Crescente Vermelho (IRCS) já contabiliza mais de 700 mortos desde o início das hostilidades, enquanto o êxodo urbano congestiona as principais rodovias iranianas sob o som de explosões constantes.
Ofensiva aérea e a “Operação Fúria épica”
Aviões de guerra americanos e israelenses lançaram novas ondas de ataques em solo iraniano. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou que o objetivo central da missão é o desmantelamento da Marinha do Irã, de sua produção de mísseis balísticos e de seu potencial nuclear.
O presidente Donald Trump reiterou que a campanha aérea pode durar semanas, alertando que a “grande onda” de ataques ainda está por vir. O uso de bombardeiros furtivos B-2, carregando bombas de alta potência, já teria resultado na destruição de grande parte do quartel-general naval de Teerã.
Retaliação do Hezbollah e a frente libanesa
O conflito transbordou para o Líbano, onde Israel lançou ataques intensos em resposta às ofensivas do Hezbollah. O grupo libanês agiu em retaliação à morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, ocorrida no último sábado. Enquanto Israel afirma estar desarticulando centros de comando, as autoridades locais relatam dezenas de vítimas civis e militares na região, agravando a crise humanitária no Levante.
O Estreito de Ormuz e o choque do petróleo
A infraestrutura energética mundial tornou-se o principal alvo econômico da guerra. Ataques com drones e barcos não tripulados causaram incêndios em refinarias da Arábia Saudita e atingiram petroleiros no Golfo de Omã.
Com a ameaça da Guarda Revolucionária Islâmica de bloquear totalmente o Estreito de Ormuz — por onde passa 20% do petróleo mundial — os preços do barril registraram alta de dois dígitos, e especialistas preveem que o valor possa chegar a US$ 200 nos próximos dias.
A tensão atingiu até aliados tradicionais de Washington. No Kuwait, as defesas aéreas locais abateram por engano três caças F-15E americanos durante um bombardeio iraniano; os tripulantes foram resgatados com vida. Além disso, a base britânica de Akrotiri, no Chipre, foi alvo de um ataque de drone, marcando a primeira vez que a ofensiva atinge instalações de aliados europeus na região.
Em Dubai, Doha e Samha, fortes explosões foram registradas, mantendo os principais aeroportos do Oriente Médio fechados e paralisando o tráfego aéreo global.
Incerteza política em Teerã
Internamente, o Irã vive um vácuo de liderança após o ataque a Khamenei. Um conselho temporário, liderado pelo presidente eleito Masoud Pezeshkian, tenta manter a coesão do Estado. No entanto, figuras do alto escalão, como Ali Larijani, rechaçam qualquer possibilidade de diálogo com Trump, afirmando que o país está preparado para uma guerra de longa duração.
Enquanto a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) monitora possíveis danos a instalações nucleares, a comunidade internacional observa com apreensão o que Washington classifica como a maior aposta de política externa das últimas décadas.