Em SP, Flávio Bolsonaro abre vantagem sobre Lula na disputa pelo Planalto, mostra pesquisa
Uma nova pesquisa realizada pelo instituto Realtime/Bigdata com o eleitorado paulista indica um cenário de polarização acirrada para a sucessão presidencial de outubro.
De acordo com o levantamento, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece na frente com 38% das intenções de voto no estado de São Paulo, seguido pelo atual presidente e pré-candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registra 34%.
O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), ocupa a terceira posição com 9%, enquanto o mineiro Romeu Zema (Novo) aparece com 4%. Os votos brancos e nulos totalizam 5%, e outros 6% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.
Variações com outros nomes do PSD
O estudo também testou cenários alternativos variando o representante do PSD. Quando o nome apresentado é o de Eduardo Leite, o tucano atinge 5% das intenções de voto; nesse quadro, Flávio sobe para 39% e Lula para 35%, com Zema mantendo 5%.
Em uma simulação com Ronaldo Caiado (6%), os líderes mantêm o patamar anterior: o senador fluminense registra 39% e o petista 35%, enquanto Zema oscila para 4%. Os dados mostram uma estabilidade nos números dos principais adversários, independentemente das mudanças na chamada “terceira via”.
Rejeição e avaliação do governo federal
No campo da rejeição, o presidente Lula lidera o índice de resistência entre os paulistas, com 49% dos eleitores afirmando que não votariam nele de forma alguma. Flávio Bolsonaro aparece logo atrás, com 45%. Os demais nomes apresentam índices menores: Eduardo Leite (26%), Caiado (25%), Ratinho Jr. (24%) e Zema (23%).
Essa resistência ao nome do atual mandatário reflete-se na avaliação direta da gestão federal. Segundo o Realtime/Bigdata, 56% dos eleitores de São Paulo desaprovam o trabalho realizado por Lula à frente da Presidência, enquanto 40% aprovam a condução do governo.
A pesquisa foi registrada sob o número BR-01902/2026 e contou com 2.000 entrevistas presenciais entre os dias 6 e 7 de março. O levantamento possui uma margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e um nível de confiança de 95%.