Em solo francês, Flávio Bolsonaro chama Macron de “incompetente” e dispara críticas a Lula

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Em nova etapa de sua agenda internacional, o senador Flávio Bolsonaro (PL) utilizou uma entrevista ao canal CNews, em Paris, para elevar o tom contra os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Emmanuel Macron. Ao se posicionar como pré-candidato ao Planalto, o parlamentar defendeu que o Brasil “precisa ser salvo com propostas modernas” e alegou que o país vive sob um governo de “extrema esquerda” que não suportaria mais quatro anos de gestão.

Durante a conversa, o senador buscou desgastar a imagem de Lula ao citar escândalos de desvios no INSS, tentando vincular as irregularidades diretamente ao atual presidente.

Críticas à gestão ambiental e ao governo Macron

O senador aproveitou o espaço para atacar a competência de Emmanuel Macron, classificando o mandatário francês como “incompetente” e minimizando sua atuação na agenda ambiental. Segundo Flávio, a visita de Macron ao Brasil teve fins meramente fotográficos na Amazônia, defendendo que a preservação da floresta foi mais eficiente durante a gestão de Jair Bolsonaro, embora não tenha apresentado dados para sustentar a afirmação. O parlamentar também manifestou o desejo de que ambos os países passem por trocas de comando em seus próximos pleitos, vinculando o atual governo brasileiro a uma suposta decadência econômica.

Além da exposição midiática, o compromisso em Paris incluiu um encontro estratégico com a deputada europeia Marion Maréchal, figura central da direita francesa e sobrinha de Marine Le Pen. No encontro, foram discutidos temas que compõem o núcleo do discurso conservador global, como o combate à chamada “agenda woke” e a insegurança pública.

Flávio e Maréchal também convergiram em críticas ao “ativismo judicial”, termo utilizado para questionar a atuação de tribunais que, na visão dos parlamentares, extrapolam suas competências constitucionais para interferir em questões políticas.

Estratégia internacional e desafios domésticos

A viagem à França faz parte de um périplo internacional que já incluiu passagens por Israel, Emirados Árabes, El Salvador e Estados Unidos. O objetivo central é consolidar a imagem de Flávio Bolsonaro como um líder com trânsito global entre lideranças da direita antes de enfrentar os desafios internos da corrida eleitoral de 2026.

Enquanto o senador busca apoio no exterior, seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, atua na frente interna cobrando maior engajamento da base bolsonarista, tentando unificar o campo da direita em torno da candidatura familiar e dissipar resistências de setores da oposição que ainda avaliam outros nomes para o primeiro turno.

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