Em resposta a China, Japão moverá defesa aérea para a “porta de entrada” de Taiwan

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O governo japonês oficializou um novo passo em sua estratégia de defesa territorial com o anúncio da instalação de um quartel de mísseis de defesa aérea de médio alcance na ilha de Yonaguni. Segundo o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, a previsão é que a unidade esteja operacional até o ano fiscal de 2030.

A localização da ilha é altamente estratégica, situada a apenas 110 quilômetros de Taiwan, o que coloca a nova base em um ponto nevrálgico para o monitoramento e a proteção do espaço aéreo japonês.

Resposta ao cenário regional

Esta iniciativa está integrada à nova política de defesa de Tóquio, que busca modernizar e fortalecer a capacidade de resposta contra possíveis incursões ou ataques com mísseis. A expansão da rede de defesa para o oeste é vista por especialistas como uma reação direta ao aumento da presença militar chinesa no Mar da China Oriental.

Ao transformar Yonaguni em um posto avançado de vigilância e combate, o Japão tenta estabelecer um cinturão de segurança mais robusto em suas fronteiras marítimas mais distantes.

Reação e tensões diplomáticas

A movimentação, no entanto, gerou uma resposta imediata de Pequim. O governo chinês manifestou forte oposição ao plano, classificando a instalação dos mísseis como uma provocação deliberada que compromete a estabilidade regional. Para as autoridades chinesas, a militarização de ilhas próximas a Taiwan aumenta o risco de confrontos e eleva a temperatura diplomática em uma área já marcada por disputas territoriais e exercícios militares constantes.

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