Em Conselho da Paz, Trump lança ultimato e afirma que mundo saberá destino do Irã em poucos dias
Durante o discurso de abertura do seu novo Conselho de Paz, focado na reconstrução da Faixa de Gaza, o presidente Donald Trump trouxe à tona a possibilidade iminente de um entendimento diplomático com Teerã. O líder americano indicou que o mundo deverá ter uma resposta definitiva sobre esse acordo dentro de um prazo de dez dias, alternando entre um tom de otimismo e de cautela.
Trump relembrou que a atual posição de negociação surge após uma fase de confronto direto, mencionando especificamente as operações militares realizadas em junho passado, quando bombardeiros B-2 atingiram infraestruturas nucleares estratégicas em solo iraniano, como Natanz e Fordow.
O impacto da força militar na estabilidade regional
O presidente defendeu entusiasticamente que o uso do poder bélico dos Estados Unidos foi o fator determinante para o que chamou de pacificação do Oriente Médio. Segundo Trump, a destruição do potencial nuclear iraniano por meio de ataques aéreos removeu uma ameaça constante sobre a região, permitindo uma nova dinâmica de poder.
Ele exaltou a eficiência tecnológica dos bombardeiros B-2, revelando inclusive a encomenda de mais 22 unidades dessas aeronaves. Na visão da Casa Branca, foi apenas após essa demonstração de força que Teerã se mostrou disposta a sentar à mesa de negociações, eliminando a tensão que antes pairava sobre os países vizinhos.
Diplomacia de bastidores e o papel de interlocutores diretos
Apesar da retórica militar, os canais diplomáticos parecem estar operando em alta velocidade sob a supervisão de figuras de confiança do presidente. Trump revelou que Jared Kushner e o enviado especial Steve Witkoff têm mantido reuniões produtivas e estabelecido um relacionamento positivo com representantes da República Islâmica.
Embora reconheça que a história das relações entre os dois países prova que um acordo significativo nunca é fácil de ser alcançado, o presidente enfatizou a necessidade de um compromisso mútuo. O alerta foi claro: a falta de um entendimento agora poderia resultar em consequências graves para ambos os lados.
O cenário de negociações indiretas e a resistência de Teerã
O atual movimento diplomático é o desdobramento de uma série de pressões que começaram em janeiro, evoluindo de ameaças de intervenção militar para discussões focadas no controle de mísseis e enriquecimento de urânio. Após rodadas de conversas em Omã, o clima foi classificado como positivo por ambos os lados, com novas reuniões agendadas para Genebra.
No entanto, o governo iraniano mantém uma postura de alerta, afirmando que está pronto para responder a qualquer falha estratégica americana com represálias severas. Teerã reforça que a exigência de interrupção total do enriquecimento de urânio permanece um ponto inegociável, o que mantém o mundo em expectativa sobre o desfecho previsto por Trump


