Eclipse “anel de fogo” ocorre nesta terça; ciência desmente boatos de “apagão global”
As redes sociais foram inundadas nos últimos dias por rumores alarmistas sobre um suposto “apagão global” que ocorreria no dia 17 de fevereiro.
No entanto, a realidade por trás das especulações é estritamente científica e astronômica. O que está previsto para a terça-feira de Carnaval é, na verdade, um eclipse solar anular, um evento conhecido e calculado com precisão pelos especialistas.
Diferente do tom catastrófico das postagens virais, o fenômeno possui alcance restrito e não apresenta qualquer risco para as redes de energia ou sistemas tecnológicos do planeta.
A ciência por trás do “Anel de Fogo”
O eclipse solar ocorre sempre que a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol. No caso específico do tipo anular, o satélite natural encontra-se em seu ponto mais distante da órbita terrestre, o que faz com que ele pareça menor visualmente.
Por não conseguir cobrir totalmente o disco solar, a Lua deixa as bordas da estrela expostas, criando o efeito visual popularmente chamado de “anel de fogo”. Trata-se de um espetáculo visual que fascina observadores há séculos, sem qualquer relação com interrupções físicas no fornecimento de eletricidade.
Visibilidade restrita e localização do evento
Apesar da repercussão digital, a visibilidade deste eclipse será extremamente limitada geograficamente. A chamada faixa de anularidade, onde é possível visualizar o anel completo, cruzará apenas a Antártida.
Outras regiões do globo conseguirão perceber apenas uma versão parcial e discreta do fenômeno. No Brasil, por exemplo, o evento não poderá ser observado, o que reforça que os impactos propagados pelos boatos são infundados e desconectados da realidade geográfica do fenômeno.
Orientações de segurança para observação
Para quem estiver em locais de visibilidade, os especialistas reforçam alertas fundamentais de saúde ocular, uma vez que olhar diretamente para o Sol pode causar danos irreversíveis à retina. É importante ressaltar que acessórios comuns, como óculos de sol ou chapas de raio-x, não oferecem a proteção necessária contra a radiação.
O recomendado é o uso de filtros específicos, como vidros de soldador número 14 ou superior, que atendam ao padrão internacional de segurança. Mesmo com o equipamento correto, a orientação é que a observação seja intercalada com períodos de descanso para preservar a visão.


