Defensoria Pública apura condições de saúde de Bolsonaro na Superintendência da PF

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A Defensoria Pública do Distrito Federal (DP-DF) instaurou um procedimento oficial para apurar as condições de saúde e de custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A iniciativa ocorre após o órgão ser acionado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO).

Os parlamentares solicitaram uma verificação técnica devido ao histórico médico de Bolsonaro e às necessidades especiais alegadas pela sua defesa em razão de incidentes recentes.

Atribuição institucional e sigilo sobre a apuração

Em comunicado oficial, a Defensoria destacou que a fiscalização e a garantia dos direitos fundamentais de detentos sob custódia do Estado fazem parte de suas competências legais. A instituição enfatizou que sua atuação ocorre de maneira técnica, imparcial e independente, sem realizar juízos de valor antecipados.

O órgão informou que a apuração seguirá os trâmites institucionais sem um prazo rígido para conclusão, e novos detalhes só serão divulgados após a deliberação final do procedimento.

Histórico de internações e queda na cela

A preocupação de aliados e advogados intensificou-se após uma série de problemas de saúde enfrentados pelo ex-presidente. Entre as festas de fim de ano, Bolsonaro passou por uma cirurgia de hérnia e, durante o período de recuperação hospitalar, apresentou crises de soluço e picos hipertensivos que demandaram outras três intervenções cirúrgicas.

Na última semana, o ex-presidente sofreu uma queda em sua cela, resultando em um traumatismo craniano leve. Segundo a equipe médica particular, o acidente pode ter sido provocado por tonturas decorrentes do uso de medicamentos.

O impasse sobre a prisão domiciliar humanitária

Apesar dos esforços da defesa e de parlamentares para converter a reclusão em prisão domiciliar humanitária, o Supremo Tribunal Federal (STF) mantém a negativa aos pedidos. Em decisão proferida no dia 1º de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a Superintendência da Polícia Federal oferece toda a estrutura necessária para o cuidado do ex-presidente. O magistrado citou a disponibilidade de plantão médico 24 horas, acesso livre aos médicos particulares e fisioterapeutas, além da permissão para o recebimento de remédios e alimentação fornecidos por familiares.

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