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Cientistas criam suplemento proteico que combate o envelhecimento e prolonga a vida de ratos

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Uma nova pesquisa, publicada na revista Cell Metabolism, trouxe uma perspectiva promissora na busca por tratamentos que retardem o envelhecimento. O estudo, conduzido com ratos, sugere que um suplemento proteico pode ser a chave para uma vida mais longa e saudável.

A pesquisa se aprofunda na crença popular de que a transfusão de sangue de indivíduos jovens pode ter efeitos rejuvenescedores, uma prática que ganhou notoriedade após ser retratada na série Silicon Valley e adotada por bilionários como Peter Thiel e Bryan Johnson. No entanto, a base científica para essa prática em humanos ainda é escassa.

A proteína que controla o envelhecimento

Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington focaram em uma proteína específica, a eNAMPT, que é encontrada em abundância no sangue de ratos mais jovens. Essa proteína é essencial para a produção de NAD, uma molécula crucial que funciona como “combustível” para o corpo, prevenindo o envelhecimento.

Os pesquisadores identificaram o hipotálamo como o “centro de controle do envelhecimento”. A sua eficiência depende dos níveis de eNAMPT no sangue. Quando esses níveis diminuem com a idade, a produção de NAD também cai, o que leva à perda de vitalidade e à redução da expectativa de vida.

Resultados surpreendentes

Em vez de transfusões de sangue total, os pesquisadores testaram a administração direta da proteína eNAMPT em ratos mais velhos. Os resultados foram impressionantes: o suplemento de enzimas sanguíneas retardou os efeitos do envelhecimento e prolongou a expectativa de vida em cerca de 16%.

Os ratos que receberam a proteína apresentaram um declínio mais lento na saúde, com menos problemas de visão, ganho de peso, dificuldade de mobilidade e déficits cognitivos. A surpresa e o entusiasmo da equipe foram evidentes. “Encontramos um caminho totalmente novo para um envelhecimento saudável”, afirmou Shin-ichiro Imai, professor de biologia do desenvolvimento e autor sênior do estudo. “É notável que possamos extrair eNAMPT do sangue de camundongos jovens e administrá-lo a camundongos mais velhos e observar melhorias significativas na saúde — incluindo aumento da atividade física e melhor sono.”

Enquanto os ratos do grupo de controle, que receberam uma solução salina, viveram cerca de 2,4 anos, aqueles que receberam a eNAMPT viveram até 2,8 anos. A equipe de Imai relatou que um dos ratos ainda estava vivo no momento da publicação do estudo.

Implicações e o futuro da pesquisa

A equipe também descobriu que a molécula NMN, produzida pela eNAMPT, pode aumentar os níveis de NAD. Vale destacar que o NMN já está sendo testado em humanos.

Embora o estudo tenha sido realizado em ratos, os cientistas acreditam que a correlação deve ser avaliada em futuros estudos com humanos. A pesquisa reforça a importância de manter os níveis de NAD para combater os efeitos do envelhecimento, abrindo portas para intervenções terapêuticas que podem ajudar as pessoas a viverem mais e com melhor qualidade de vida.

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