Ciclone Harry: ondas de 8 metros invadem cidades e causam caos no sul da Itália; vídeos

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Desde o último domingo (18), o sul da Itália enfrenta as consequências devastadoras do ciclone Harry. O sistema de baixa pressão, classificado como extremamente agressivo, colocou as autoridades de Defesa Civil em estado de prontidão absoluta, motivando a emissão de alertas vermelhos nas regiões da Sicília, Sardenha e Calábria.

A tempestade severa paralisou a rotina das populações locais, forçando evacuações em massa e o cancelamento de serviços essenciais enquanto ventos intensos e chuvas volumosas castigam o território.

Fúria marítima e isolamento de comunidades

O impacto mais visível do fenômeno ocorre no litoral. Em Mazara del Vallo, na Sicília, foram registradas ondas que ultrapassaram os 8 metros de altura, enquanto Catânia enfrentou uma elevação marítima superior a 5 metros. Essa instabilidade extrema no Mediterrâneo paralisou o transporte náutico, suspendendo a operação de ferries e catamarãs para a Sardenha e ilhas menores, o que deixou diversas comunidades isoladas. Os danos estruturais são significativos: em Messina, a força das águas causou o desabamento total de um trecho do calçadão em Santa Teresa di Riva.

O fenômeno da ressaca e o avanço das águas

Imagens que circulam nas redes sociais revelam o avanço da água salgada pelas áreas urbanas sicilianas. O cenário é provocado por uma forte ressaca marítima, onde a combinação de ventos com força de furacão e a baixa pressão atmosférica no centro do ciclone “empurra” o oceano contra o continente. Diferente de uma onda comum, o fenômeno atua como uma elevação contínua e massiva do nível do mar, formando paredes de água que invadem residências, destroem píeres e transformam ruas em extensões do mar.

Riscos de inundações e ventos de 130 km/h

Além do caos costeiro, as condições meteorológicas são críticas no interior das províncias. As previsões indicam um acúmulo pluviométrico de até 300 milímetros em um intervalo de apenas 48 horas, volume suficiente para desencadear deslizamentos de terra e inundações severas. O cenário de perigo é agravado por rajadas de vento que atingem 130 km/h, capazes de derrubar árvores e comprometer estruturas urbanas, convertendo paisagens vulneráveis em zonas de desastre iminente.

Operações de resgate e medidas de emergência

Diante da gravidade da situação, o governo priorizou a proteção da vida. Cerca de 190 pessoas já foram removidas de suas casas na Sicília e na Sardenha como medida preventiva contra transbordamentos. Em centenas de municípios, as atividades letivas foram suspensas e espaços públicos, como parques e centros esportivos, permanecem fechados. Equipes de bombeiros trabalham de forma ininterrupta, dividindo esforços entre a evacuação de famílias e o resgate de animais domésticos e selvagens que ficaram isolados pela subida repentina das águas.

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